banner1.jpg
  • Emannuel Bento

Tabagismo é responsável por 90% dos casos de câncer de boca


Por conta da nicotina, substância que causa grande dependência química, largar o cigarro é um desafio para muitos fumantes. No entanto, a continuidade da prática causa uma série de problemas de saúde, sobretudo na boca e na garganta, a exemplo de doenças nas gengivas, dentes manchados e até câncer de boca. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de boca está entre os dez tumores mais comuns do Brasil e estima-se que 90% dos casos sejam causados pelo consumo do tabaco.


Ainda de acordo com o INCA, até 2022 o Brasil deve diagnosticar mais de 15 mil casos de câncer de boca, sendo mais de 11 mil deles em homens. O Ministério da Saúde, por sua vez, informa que a doença afeta mais os homens - 76% dos casos. Geralmente o câncer de boca aparece neles a partir dos 40 anos de idade. Entre os sintomas podem ter lesões dentro da boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas vermelhas ou brancas, rouquidão sem motivo aparente e caroços no pescoço. Nos casos mais avançados, torna-se difícil a mastigação e também engolir alimentos, a fala fica prejudicada e há sempre uma sensação de que há algo preso na garganta.


De acordo André Raposo, que é cirurgião de Cabeça e Pescoço (especialidade responsável pela avaliação do câncer de boca e pela retirada do tumor), evitar ou abandonar o cigarro é a melhor forma de reduzir o risco para esse tipo de câncer e de uma série de outros problemas de saúde.


“Muitas vezes é uma tarefa difícil, demanda muita força de vontade, por causa da dependência da nicotina, mas aqueles que conseguem deixar o tabagismo de lado reduzem muito as possibilidades de desenvolver um câncer de boca e orofaringe no futuro”, diz Raposo. Quando não é mais possível evitar, o tratamento na maioria das vezes é cirúrgico, para as lesões pequenas e grandes. A avaliação do tumor é feita pelo cirurgião de Cabeça e Pescoço e é associada a exames complementares.


Neste momento da pandemia, preocupa a relação entre o tabagismo e os casos mais graves da Covid-19, já que as substâncias presentes no cigarro podem comprometer grande parte dos pulmões, órgãos necessários durante a infecção do novo coronavírus. O risco do tabagismo para a Covid-19 é ainda maior porque o cigarro pode afetar também o sistema cardiovascular, outra região do corpo que também é afetada pelo coronavírus, já que ele é considerado cardiotóxico. De acordo com o INCA, no Brasil, os fumantes têm 45% mais chances de apresentar complicações da Covid-19 do que não fumantes.

Artigo02.png
banner2.jpg
WhatsApp Image 2020-10-07 at 11.28.55.jp
Banner01.png
Arquivo