• Cristiane Sales

Secretaria de Saúde envia nota técnica sobre a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica



A Secretaria Estadual de Saúde (SES) está encaminhando aos serviços de saúde nota técnica com orientações sobre a notificação da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). Trata-se de um quadro que acomete crianças e adolescentes possivelmente relacionado à Covid-19, contudo ainda sem estudos que comprovem essa relação causal. O primeiro alerta da problemática foi dado em abril pelo sistema de saúde inglês. Em seguida, outros países da Europa e América do Norte reportaram casos. O Ministério da Saúde (MS) fez um alerta em maio para chamar a atenção da sociedade pediátrica e divulgou, na segunda quinzena de julho, orientações sobre esse tipo de notificação, para identificar e monitorar casos. 


Os relatos das ocorrências descrevem manifestações sindrômicas caracterizadas por febre persistente e elevada acompanhada de um conjunto de sintomas que podem incluir hipotensão (pressão baixa ou choque), comprometimento de múltiplos órgãos e elevados marcadores inflamatórios. O paciente hospitalizado pode apresentar manifestações cardiovasculares ou gastrointestinais agudas (diarreia, vômito, dor abdominal); conjuntivite ou manifestações cutâneas; quadro inflamatório e confirmação laboratorial (técnica RT-PCR ou sorologia) ou história de contato com caso confirmado do novo coronavírus.

Os sintomas respiratórios não são presentes em todos os casos, de acordo com as evidências atuais. As características são semelhantes à síndrome de Kawasaki e síndrome do choque tóxico. Toda a definição de caso está explicitada na nota técnica da SES, que reforça a notificação em até 24 horas quando o paciente se enquadra como um caso que atende essa definição da síndrome. Os pacientes farão exames para confirmar ou descartar a infecção pelo Covid-19, além de outros testes laboratoriais, especialmente os marcadores de atividade inflamatória. 

"Nossos serviços pediátricos precisam estar atentos a possíveis quadros que atendam a definição de caso da síndrome, objetivando ofertar a assistência necessária para o paciente e realizar os esforços para sua confirmação. Por ser um novo achado e que ainda está sendo estudado, precisamos ser devidamente notificados para termos um panorama do perfil epidemiológico dos casos e, com isso, possamos implementar as medidas necessárias", afirma o secretário estadual de Saúde, André Longo. 

Casos


Até o momento, Pernambuco registrou 2 casos notificados da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica. Uma criança de 5 anos, residente de Joaquim Nabuco, atendida no Hospital Correia Picanço; e outra de 12 anos, residente de Sirinhaém, atendida no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), ambas no início de julho. As duas receberam alta médica e não apresentaram sequelas.

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