• Emannuel Bento

Projeto irá monitorar sequelas da Covid-19 em comunidades do Grande Recife



A Salvus, empresa de tecnologia da saúde situada no Recife, irá realizar uma ação educacional em comunidades com grande vulnerabilidade social no Recife, em Jaboatão dos Guararapes e em Camaragibe, combinando com o monitoramento de habitantes que possuem sequelas da Covid-19. Com a estimativa de alcançar no mínimo um grupo de 1200 pessoas, a ação Todos a Salvus será realizada nesta semana, após a empresa ter sido selecionada por um edital da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) que buscava soluções inovadoras no enfrentamento da pandemia voltadas para comunidades mais carentes.


Para realizar o projeto, a Salvus desenvolveu um dispositivo capaz de acompanhar a frequência cardíaca, respiratória, temperatura e saturação sanguínea das pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus, monitorando possíveis sequelas de forma remota e em tempo real. O equipamento adaptado pela ABDI (que também contou com financiamento da Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE) em seu desenvolvimento inicial) será utilizado pelos participantes do projeto por cerca de 60 dias e visa reabilitá-los de uma forma completa.


Segundo a pesquisadora da Salvus envolvida no projeto, Rafaela Covello, dado o histórico de doenças causado por mutações anteriores do vírus da Covid-19, bem como os resultados divulgados por pesquisas científicas, existe grande probabilidade dos recuperados apresentarem o comprometimento da capacidade respiratória e outros problemas ainda desconhecidos pela medicina. Com isso, algumas dessas pessoas podem se tornar pacientes crônicos, o que exigirá uma integralidade do cuidado em saúde. “A ideia é que a ferramenta garanta o acompanhamento e medições remotas e em tempo real, para antecipar-se a eventuais problemas, evitando intercorrências e possíveis remoções aos hospitais”, explica.


De acordo com Maristone Gomes, CEO da Salvus, o projeto contará com o apoio da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) e as prefeituras das cidades envolvidas. “A ideia é que os alunos da instituição de ensino possam ir a campo e ajudar na educação da população em relação a Covid-19 e, consequentemente, na coleta de informações para a pesquisa. Já o IMIP cederá uma área no pátio externo de sua unidade no Recife e em outras áreas de comunidades assistidas em Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes”, complementa.

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