• Emannuel Bento

PE é o estado que menos testa para a Covid-19 pelo terceiro mês seguido



Em Pernambuco, 654 mil pessoas, ou 6,8% da população, fez algum teste para detectar Covid-19 do início da pandemia até o mês de setembro, deixando o estado pelo terceiro mês consecutivo como o que menos fez testes, proporcionalmente, em todo o país. A informação é da nova etapa da pesquisa PNAD Covid. Em seguida, estão o Acre, com 6,9% da população testada, e Minas Gerais, com 7,8%. Os três estados ocupam as piores posições no ranking nacional pelo segundo mês seguido. No Brasil, 10,4% das pessoas fizeram teste para detectar o vírus mês passado, contra 8,5% em agosto.


A pesquisa detectou que, em setembro, 96 mil pessoas a mais disseram ter realizado algum tipo de testagem relacionada ao novo coronavírus em comparação ao mês anterior, quando o percentual de população testada no estado foi de 5,8%. A quantidade de pessoas testadas tem crescido desde julho, quando a PNAD Covid divulgou dados sobre testagem pela primeira vez, mas não o suficiente para fazer Pernambuco sair da última posição.


O aumento no número de testes também se refletiu em uma leve oscilação nos resultados positivos: aproximadamente 1,4% da população do estado disse ter testado positivo para o novo coronavírus em setembro, contra 1,3% em agosto. No Brasil, o índice de positivados foi de 2,3% da população do país no mês passado, contra 1,8% há dois meses.


Das 654 mil pessoas testadas, 237 mil realizaram o swab, ou seja, com cotonete na boca e no nariz, e 57 mil (24,1%) tiveram resultado positivo; 297 mil fizeram o teste rápido com coleta de sangue através de furo do dedo e 53 mil (17,8%) testaram positivo; enquanto 215 mil fizeram o teste de sangue com Covid por meio de veia no braço, sendo 54 mil (25,2%) com Covid confirmada. Uma pessoa pode ter feito mais de um tipo de teste.


Quando se considera a faixa de renda das pessoas testadas para Covid-19, 30,8% delas ganham de meio a menos de um salário mínimo, seguido por pessoas com rendimento entre um e dois salários mínimos (29,1%), menos de meio salário mínimo (17,7%), dois a quatro salários mínimos (13,1%) e mais de quatro salários mínimos (9,4%).


Assim como ocorreu em julho e agosto, no estado, as pessoas do sexo feminino foram mais testadas em setembro: 338 mil mulheres contra 315 mil homens. Desta vez, a distribuição de infectados por sexo deixou de ser dividida meio a meio: 53,6% dos positivados no mês passado eram mulheres, contra 46,4% de homens.


No recorte por cor ou raça, das 654 mil pessoas que afirmaram ter feito o teste, 61,1%, ou seja, 400 mil pessoas, se identifica como preta ou parda. Eles também são seis em cada dez dos infectados, totalizando 82 mil pessoas. Os brancos, por sua vez, totalizam 248 mil testados e 53 mil com resultado positivo para Covid.


Na distribuição por idade, a maior quantidade de pernambucanos testados está em idade de trabalhar - 382 mil pessoas de 30 a 59 anos, seguidas por 114 mil habitantes do estado na faixa etária de 20 a 29 anos. Entre as pessoas de 60 anos ou mais, 86 mil também fizeram testes para detectar o coronavírus, e 12 mil tiveram resultado positivo.


O maior percentual de pessoas que fizeram teste está concentrado em quem tem maior nível de instrução. Dos que foram testados, 34,7% têm ensino médio completo ou superior incompleto, seguidos por pernambucanos com superior completo ou pós-graduação (31%), por quem não tem instrução ou possui o ensino fundamental incompleto (22,7%) e por quem tem fundamental completo e médio incompleto (11,6%). Dos que testaram positivo, o maior percentual é o de pessoas com ensino médio completo e superior incompleto (39,5%), acompanhado por quem tem o ensino superior completo ou pós-graduação (31,3%).


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