• Cristiane Sales

Pandemia: Recife apresenta quatro meses seguidos de queda nos indicadores



Seis meses após a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretar a pandemia da Covid-19, o prefeito Geraldo Julio fez um balanço das ações e da situação no Recife. Na última sexta-feira (11), o gestor destacou os quatro meses de queda nos indicadores, resultado do isolamento social na cidade, a rede de hospitais de campanha e o trabalho de apoio às pessoas mais vulneráveis, com ações de assistência social. O Recife chega aos seis meses de pandemia com redução de mais de 90% nos óbitos e 70% nas internações da rede hospitalar, o que vem permitindo uma reabertura gradual de atividades econômicas e sociais que vão permitindo a convivência com a situação de pandemia.


"Passados seis meses da decretação da pandemia, o Recife chega a quatro meses de redução da contaminação", disse Geraldo Julio. "Nós estamos chegando também a 30 mil pessoas recuperadas da Covid-19 em nossa cidade. O isolamento social feito pelos recifenses teve um papel fundamental e eu quero agradecer a todos os que se engajaram. A rede emergencial de saúde chega próxima de 3100 altas hospitalares. Eu quero agradecer a todos os que construíram essa rede emergencial e a todos que atenderam na rede emergencial e também em toda a rede de saúde. Já são 43 mil atendimentos realizados."


Na fase mais crítica da pandemia, entre abril e maio, a rede de saúde da capital pernambucana não entrou em colapso graças ao maior índice de isolamento social entre as capitais brasileiras e à abertura de leitos que não existiam no início deste ano. A Prefeitura do Recife construiu sete hospitais de campanha, que chegaram a ter cerca de mil leitos para os pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de covid-19.


Os sete hospitais municipais e os leitos de Covid abertos em outras duas unidades de saúde propiciaram quase 17 mil atendimentos, mais de seis mil internações e mais 3.100 altas médicas. Para dar conta dessa demanda, a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife contratou mais de quatro mil profissionais e adquiriu mais de 10 mil equipamentos médico-hospitalares, além 3,5 milhões de equipamentos de proteção individual (EPIs).


Com a queda consolidada de diversos indicadores da pandemia, há quatro meses, foi possível desativar cinco desses hospitais de campanha. De acordo com a Vigilância Epidemiológica do Recife, os casos de síndrome respiratória aguda grave (srag) vinham caindo na cidade desde meados de maio, durante a quarentena mais rígida (lockdown) e, a partir de agosto, também começaram a cair os casos leves de covid. Em agosto, o Recife foi responsável por apenas 15% de todos os novos casos de Pernambuco, enquanto, em abril, a cidade chegou a ser responsável por quase 55% dos novos casos de covid do Estado.


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