• Emannuel Bento

Outubro Rosa: Reconstrução mamária renova autoestima de pacientes



A reconstrução mamária é uma cirurgia plástica reparadora que surge como opção após a retirada da mama em decorrência do tratamento contra o câncer. A grande maioria das mulheres que passam pela mastectomia conseguem a indicação para essa reconstrução. Muitas enxergam a cirurgia como uma oportunidade de recomeçar e de se sentir bem com o corpo, mas decisão pela realização do procedimento sempre deve ser discutida com o médico, que vai analisar o método apropriado para cada caso.


A gestora pública, Marina Bitú, 35, recebeu o diagnóstico de câncer de mama em janeiro de 2016. No dia 30 do mesmo mês, foi submetida ao procedimento de retirada da mama. Ela conta que, na mesma cirurgia, decidiu realizar a reconstrução da mama operada: “A reparação mamária imediata é uma luta, é um direito da mulher, não era pra ser um caso tão distante. Todas as mulheres têm direito para a autoestima, inclusive para o emocional, pois é um fator determinante.”


Em agosto do mesmo ano, Marina concluiu o tratamento com a quimioterapia, mas continua tomando bloqueador hormonal por dez anos: “A vida vale a pena. A gente se redescobre, a gente se recomeça, que são nessas batalhas, nessas lutas, que a gente encontra a nossa melhor versão. O câncer foi um fator determinante na minha vida, de ser quem eu sou hoje, para eu ter o corpo que tenho hoje, as marcas que tenho hoje. Hoje sou completa.”


O cirurgião plástico Tiago Botelho explica que a restauração é indicada quando a paciente realiza a retirada parcial ou total das mamas para remover o tumor. “Nesse procedimento, existem algumas modalidades terapêuticas, como a expansão da pele saudável, cirurgia para colocação do implante mamário e retalhos”, explica o especialista.


A reconstrução mamária imediata proporciona certo bem-estar para a mulher, porém muitas ficam na dúvida se devem realizar ou não o procedimento, visto que há um mito de que a prótese de silicone pode causar câncer. “As pessoas podem ficar tranquilas em relação a isso, pois o implante mamário não é um fator de risco para a doença. O que pode acontecer é haver uma maior dificuldade para um possível diagnóstico de um novo câncer, devendo a paciente manter acompanhamento médico regular e realizar exames de rastreio e de detecção precoce, periodicamente", frisa Botelho.


Muitas mulheres não sabem, mas, em 2018, a Lei nº 13.770 foi sancionada com o objetivo de garantir a cirurgia plástica reconstrutiva da mama em casos de mutilação decorrente do tratamento de câncer. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) prevê mais de 66 mil novos casos de câncer de mama, entre 2020 e 2022, no Brasil. Isso representa um risco em torno de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres. Por isso, o Outubro Rosa chama a atenção para o diagnóstico precoce da neoplasia.


Existem diferentes técnicas de cirurgia para a reconstrução da mama, a escolha vai depender da forma, tamanho e localização da retirada do tecido. Confira os tipos:


Prótese de silicone

Técnica indicada, geralmente, nos casos em que a mastectomia foi feita sem comprometer tanto a quantidade de pele e para pacientes que não possuem tecido suficiente para reconstruir a mama.


Uso de expansores

Inserção de uma espécie de prótese vazia sob a pele para promover a expansão do tecido por meio da aplicação de soro fisiológico, até atingir o tamanho desejado.


Transferência de retalhos de pele

Retirada de tecido de uma área do corpo da própria paciente para reconstruir a mama.

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