• Emannuel Bento

Outubro Rosa: Diagnóstico precoce aumenta facilidade do tratamento



A campanha de saúde internacionalmente conhecida como Outubro Rosa já está sendo colocada em prática em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. O movimento começou nos Estados Unidos, quando houve uma unificação das unidades federativas em ações isoladas referente ao câncer de mama. Assim como em outros casos oncológicos, o diagnóstico precoce é essencial para um tratamento mais efetivo.


De acordo com a mastologista Carolina Gouveia, que atua no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira - IMIP, as mamografias continuam sendo realizadas normalmente no SUS, apesar do contexto de pandemia, e os atendimentos de casos do câncer de mama também. “Muita gente deixou de fazer exames de rotina. É essencial ter o diagnóstico do câncer antes dele apresentar sintomas. Sabemos que isso vai ter um impacto no diagnóstico desses cânceres que estão surgindo durante a pandemia, mas ainda não existem percentuais ou dados concretos”, diz Carolina.


“No mês de outubro, continuamos pregando que as mulheres procurem um mastologista de acordo com a disponibilidade de cada uma. A incidência é mais alta a partir dos 50 anos, então é preciso avaliar como uma necessidade”, comenta a médica. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo, representando 24,2% do total de casos em 2018, com aproximadamente 2,1 milhão de casos novos. É a quinta causa de morte por câncer em geral (626.679 óbitos) e a causa mais frequente de morte por câncer em mulheres.


“A incidência desse câncer só aumenta, pois a cada ano temos mais casos diagnosticados. Não existe um tratamento padrão. Ele vai ser idealizado para cada mulher de acordo com o estágio e com as doenças associadas. Depende se o câncer estará só na mama, o que torna o tratamento mais simples e rápido, ou se está mais avançado, comprometendo a axila e ocasionando uma metástase. Está aí o lado positivo de diagnosticar cedo, mas isso também não significa que a paciente não precisará de radioterapia ou quimioterapia.”


Carolina Gouveia comenta que o número de consultas cresce exponencialmente durante a campanha do Outubro Rosa. “Em novembro e dezembro ainda temos pacientes que foram impactadas durante a campanha. Porém, eu acho que deveríamos pregar um ano rosa. A mulher tem que pensar na saúde dela no ano inteiro. Além dos exames de rotina, é importante manter hábitos saudáveis, com boa alimentação e exercícios físicos. O Outubro Rosa deve apenas enfatizar a importância.”

Artigo02.png
WhatsApp Image 2020-10-07 at 11.28.55.jp
Banner01.png
Arquivo

Copyright © 2018 Saúde e Bem Estar