• Emannuel Bento

Entenda e saiba como tratar a blefarite, uma inflamação das pálpebras



Além do Outubro Rosa, o mês vigente também considerado o mês de alerta para os cuidados com a saúde ocular, chamando atenção para as consultas de rotina. E entre as causas mais recorrentes nos consultórios estão as inflamações nas pálpebras, que cientificamente são chamadas de blefarite. Essa situação consiste em inflamação da margem palpebral decorrente da produção excessiva da secreção sebácea, extremamente comum para todas as idades.


De acordo com a oftalmologista e oculoplástica Ana Karina Téles, que atua no Centro de Olhos, os motivos são diversos. “Os mais comuns são alterações hormonais, estresse, fatores climáticos, uso excessivo de maquiagem ou cílios postiços, pele oleosa e problemas como dermatite seborreica ou rosácea”, pontua.


A doutora enfatiza que a blefarite não tem cura, mas pode ser controlada. Os principais resultados da alteração ficam por conta das pálpebras avermelhadas, quedas de cílios, terçóis de repetição, coceira excessiva, caspas nos cílios, olho seco, irritação ocular, infecções secundárias e até cílios que nascem para dentro.


“Temos dois tipos de glândulas sebáceas: glândulas de Meibomius e glândulas de Zeiss. De acordo com o tipo da glândula, a Blefarite é classificada em anterior ou posterior. Algumas pessoas têm Blefarite mista. É importante diferenciar, pois na anterior, os problemas com os cílios são mais frequentes, enquanto na posterior, o olho seco secundário se torna mais presente”, esclarece Ana Karina.


O tratamento pode variar de caso para caso. “A higienização ciliar, de maneira adequada, visa a remoção do excesso de oleosidade da margem palpebral. Existem produtos específicos para tal fim, desde géis, espumas ou lencinhos umedecidos, mas algumas pessoas usam xampu neutro infantil. O xampu pode ser usado, todavia, por conter corantes e perfume, pode causar alergias e mais irritação”.


Já nas crises, ela sugere compressas mornas para ajudar na remoção das crostas e da oleosidade, pomadas de antibiótico e anti-inflamatório, sendo por tempo limitado para evitar efeitos colaterais como catarata e glaucoma, devido ao corticosteróide. “Vale lembrar que um dos principais fatores de infecção pós-operatória é a presença de Blefarite não controlada, uma vez que a secreção oleosa serve de alimento para bactérias, portanto é mandatório o tratamento antes de qualquer procedimento cirúrgico oftalmológico”.


Em situações que requerem tratamento sistêmico, recomenda-se antibióticos que modulam a produção sebácea das glândulas, por longo prazo, com acompanhamento médico. “Uma das soluções também é a partir dos derivados de vitamina A, sempre com avaliação periódica pois podem apresentar efeitos colaterais graves. A suplementação com Ômega-3 pode ser benéfica em alguns casos”.

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