• Cristiane Sales

Entenda a diferença entre alimentos processados, ultraprocessados e in natura



O governo de Jair Bolsonaro, através da da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, soltou na última semana uma nota que sugere a modificação do Guia Alimentar para a População Brasileira, sobretudo no que se refere aos alimentos ultraprocessados, que até então são desencorajados pelo Guia. Foi um movimento causou polêmica entre nutrólogos e cientistas. Mas, afinal, qual seria a diferença entre os ultraprocessados e os demais alimentos? Quais os seus impactos no corpo?


Grande parte dos alimentos que consumimos passa por alguma espécie de processamento. Eles são categorizados nos seguintes grupos: in natura, ingredientes culinários processados, processados e ultraprocessados. A definição é dada de acordo com os conjuntos de métodos que tornam os alimentos comestíveis e que os conservem por determinado período, ao mesmo tempo garantindo a segurança alimentar.


Os in natura e minimamente processados vêm direto de plantas ou animais (frutos, folhas, ovos, leite). Valem também versões desses alimentos submetidas a processos para aumentar a durabilidade. Os ingredientes culinários processados passam por procedimentos para virarem itens para cozinhar, como sal, açúcar, óleos, gorduras de origem vegetal ou animal. Já os processados incluem produtos que reúnem sal, açúcar e, às vezes óleos, vinagre e outras substâncias. São conservas, carnes, salgadas, peixe em óleo ou água e sal, queijos, pães e frutas em calda.


Os ultraprocessados têm vários ingredientes, além de aditivos que alteram aroma e cor. Trazem substâncias que não achamos para usar na cozinha, a exemplo de biscoitos, salgadinhos e refrigerantes são alguns exemplos. De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, os alimentos ultraprocessados oferecem muitos impactos negativos e que vão muito além da saúde e da nutrição humana.


O projeto NutriNet Brasil iniciou, em janeiro, uma pesquisa que avaliou a saúde de 200 mil brasileiros. O resultado apontou uma maior frequência no consumo de frutas, hortaliças e feijão em todas as regiões do país. Ao mesmo tempo, a procura por itens ultraprocessados apresentou uma ligeira alta no Norte e Nordeste, sobretudo durante o período da pandemia. Pesquisas indicaram ainda que, durante o isolamento, ingredientes como o leite condensado e manteiga foram os mais procurados pelos consumidores.


"Na pandemia, as pessoas começaram a se relacionar melhor com os alimentos e tiveram a noção que para ter uma imunidade boa a melhor medida era comer bem”, diz nutrólogo Humberto Arruda.” No caso dos produtos ultraprocessados, eles perdem substâncias benéficas, além claro, do excesso de gordura, sal, açúcar.”

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