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  • Cristiane Sales

A volta dos serviços de alimentação e academias exige atenção


Foto: Freepik

A higienização com álcool 70%, distanciamento social e uso de máscara continuam sendo aliados essenciais para a volta gradativa das atividades


Com a liberação do atendimento presencial em serviços de alimentação, como restaurantes e lanchonetes, e em academias de ginástica, na segunda-feira (20), decreto do Governo de Pernambuco, a população precisa estar atenta aos cuidados necessários ao frequentar esses ambientes, já que a reabertura gradativa das atividades vai exigir protocolos que, popularmente, já passaram a ser conhecidos como o “novo normal”.


Os restaurantes e academias que vão retornar, segundo o governo, terão horário reduzido, permanecendo fechados das 20h às 6h. Eles devem funcionar com metade da capacidade e seguindo uma série de medidas. Estão inclusos bares que vendem comida. A medida alcança os municípios da Região Metropolitana do Recife e da Zona da Mata.

Abordando o serviço de alimentação, os protocolos devem ser impostos desde a entrada no estabelecimento. “É necessário evitar aglomeração. Uma fila deve ser organizada com separação de um metro e meio por pessoa”, afirma Ana Henriques, infectologista do Hospital Santa Joana Recife. Dentro do ambiente, o que é definido, principalmente, é o afastamento das mesas e cadeiras, que não podem comportar mais de 10 pessoas. De acordo, com a médica, a distância varia entre um metro e meio a dois metros.

A higienização das mãos, assim como o distanciamento social, continua sendo uma das armas para o combate do vírus. Por isso, o estabelecimento precisa oferecer o álcool 70% aos clientes e colaboradores. A máscara é obrigatória para todos. O cliente deve estar com o item o tempo inteiro. Só pode ser retirado na hora da refeição. Ao terminar, deve ser colocado novamente. “É indicado tirar a máscara pelo elástico e depois colocar dentro de um saco plástico limpo, caso não tenha, pode envolver em guardanapos. Os dois lados da parte interna devem estar juntos. Inclusive, essas, são recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS)”, explica a infectologista.


Segundo a especialista, os bares precisam de uma maior atenção quando comparados aos restaurantes. “Nesse ambiente, a pessoa acaba ficando mais tempo sem máscara, pois vai tomar alguma bebida com aperitivo. Ficar tirando o colocando a máscara é complicado, por isso, é bom ter seu próprio álcool gel 70%, já que para fazer esse movimento, as mãos precisam estar bem higienizadas. Ter o álcool perto, facilita” comenta. A higienização precisa ser cuidadosa. Entre os dedos, pontas dos dedos e entre as unhas também, que é onde temos maior acúmulo de sujeira.


Outro cuidado que é preciso ter consciência é com o material de utensílio. É ideal que a limpeza seja feita em uma lavadora industrial. Prontos para o uso, os talheres, pratos e copos precisam ser guardados e embalados de forma individual. Em locais com serviço de buffet, precisa ser disponibilizadas luvas de plástico para os clientes se servirem.


Partindo para os espaços das academias, a infectologista recomenda que pessoas que são grupos de risco, entre idosos, hipertensos, diabéticos e obesos, por exemplo, evitem frequentar esses lugares nesse primeiro momento. Para quem for voltar a praticar exercícios físicos nas academias, além do cuidado pessoal, como higienização e usar seu próprio pano e garrafa com água, precisa estar atento aos cuidados implementados no próprio local. A higienização precisa ser muito cuidadosa. Os colchonetes não podem ser utilizados e as aulas coletivas não podem ter mais de 10 pessoas.


“Academia exige mais cuidados. Os riscos acabam sendo maiores, pois tem mais áreas de toques e os alunos precisam circular mais no ambiente. Antes de começar é interessante conversar com a administração da academia para ficar ciente dos protocolos implementados. Manter o espaço aberto para haver a troca do ar é uma ótima opção. Lembrando que o distanciamento social precisa ser de 10 metros quadrados por indivíduo”, destaca a médica. “Como o corpo fica muito soado após a prática de atividades, a máscara tende a ficar úmida mais rápido. É ideal trocá-la a cada duas horas, pelo menos”, conclui.

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