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  • Cristiane Sales

AVC: Neurologistas alertam que atendimento tardio pode agravar a situação do paciente


Foto: Shutterstock

A pandemia do novo coronavírus forçou uma nova rotina na vida das pessoas, a preocupação com o isolamento social e a não proliferação da doença tornou-se prioridade total no mundo. Porém, a ausência de cuidados médicos com outras doenças pode ocasionar consequências graves e algumas vezes irreversíveis para o paciente, como é o caso do Acidente Vascular Cerebral (AVC).


Médicos especialistas observaram que as internações por AVC têm diminuído consideravelmente em diversas regiões do país. De acordo com Eduardo Melo, neurologista do Hospital das Clínicas e do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, o tempo é um fator decisivo para o tratamento da doença.


“Diante da pandemia pelo novo coronavírus, a orientação de isolamento social tem sido importante para reduzir a propagação do vírus. No entanto, temos percebido que pacientes com sintomas de acidente vascular cerebral (AVC) estão demorando muito para procurar as emergências, pelo receio de contaminação. Se um paciente com AVC chegar nas primeiras horas ao hospital, após o início dos sintomas, há grande chance de reversão com tratamentos de emergência e isso pode evitar a ocorrência de sequelas. Portando, se apresentar subitamente sintomas como fraqueza ou dormência de um lado do corpo, fala enrolada, desvio da boca, tontura, visão dupla ou perda da visão, não fique em casa! Isso pode ser um AVC e o rápido atendimento pode ser decisivo! Tempo é cérebro!”, alerta o neurologista.


O AVC é um mal súbito que acontece devido a uma alteração do fluxo de sangue para o cérebro e pode gerar a morte de células nervosas da região atingida, podendo levar à morte ou incapacidade do paciente. Considera-se um “acidente” justamente por ser algo inesperado, que deixa graves sequelas, como a perda da fala, da força muscular ou da visão, por exemplo.


Para a Academia Brasileira de Neurologia, o AVC é uma emergência médica e o atendimento rápido para diagnóstico e tratamento melhoram o prognóstico, aumentam as chances de sobrevivência e minimizam as consequências. O diagnóstico é realizado através da avaliação de um neurologista, sendo necessária a realização de exames como tomografia ou ressonância de crânio.


Em geral, as pessoas mais afetadas são idosos, fumantes, hipertensos, diabéticos, cardiopatas, quem possui dislipidemia (índices de colesterol e triglicerídeos altos no sangue) e pessoas com histórico familiar da doença. De acordo com dados do Ministério da Saúde, infarto e AVC representam mais de 30% dos óbitos registrados no Brasil.


A prevenção primária pode ser feita por meio de hábitos saudáveis. Deixar de fumar, controlar a hipertensão e diabetes, alimentar-se de forma equilibrada e praticar atividades físicas regulares são algumas formas de prevenção. Além, claro, da visita regular ao médico especialista. Já para pessoas que já foram afetadas pelo problema, a prevenção, para evitar outro acidente, se dá pelo uso contínuo de medicamentos, dependendo da avaliação médica para cada caso.


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