• Cristiane Sales

Alergia: Conheça os tipos e como evitar as reações para melhorar a qualidade de vida



Hoje é o Dia Mundial da Alergia, data para alertar a população sobre a importância dos tratamentos para esse problema que, além de complicações à saúde, pode levar à morte. De acordo com pesquisas realizadas pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), aproximadamente 30% da população mundial têm algum tipo de alergia. “As alergias são reações inflamatórias do sistema imunológico a diversas substâncias, como alimentos, medicamentos, corantes, cosméticos, dentre outros. Fatores ambientais como temperatura e umidade também podem influenciar a resposta alérgica”, alerta o clínico geral do Sistema Hapvida, Maurício Cavalcante.


Segundo o médico, quando uma determinada substância é reconhecida como alérgeno pelo sistema imunológico, ocorre o início de uma série de reações bioquímicas em cascata. “Essa cascata resulta na produção de citocinas e mediadores inflamatórias que vão ocasionar manifestações alérgicas que conhecemos, como coriza, espirros, tosse, asma, coceira e lesões na pele”, explica Maurício Cavalcante.


É mais comum na infância, mas pode atingir pessoas de qualquer idade. Pacientes com história familiar rica em alergia são mais predispostos a manifestar tal desordem que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer seriamente a qualidade de vida, e em situações extremas até levar à morte.


Alergias respiratórias


Pesquisas da Asbai de 2019 sobre o Brasil mostram frequência média de 12,5% de rinite em crianças de 6 e 7 anos de idade, além de 20% dos adolescentes com 13 e 14 anos, podendo progredir até a adolescência, onde afeta aproximadamente 25% da população brasileira.


A rinite e a tosse alérgica são os tipos de alergias respiratórias mais comuns. A primeira se caracteriza por obstrução nasal, espirros e coceira no nariz; a segunda se manifesta através de tosse seca persistente, podendo evoluir para quadro de asma alérgica, levando à falta de ar e chiado no peito. Bronquite, pneumonia e sinusite são complicações que podem surgir com o agravamento de quadros alérgicos nas vias aéreas. “O alérgeno indutor de alergia respiratória mais comum é o ácaro. Fungos, fumaça e substâncias químicas também causam rotineiramente esse tipo de alergia”, ressalta o clínico geral.


Com o propósito de diminuir a exposição aos ácaros, é importante higienizar regularmente tapetes e cortinas que acumulem poeira, lavar e trocar as roupas de cama no mínimo uma vez por semana, evitar ambientes fechados e sempre manter boa circulação de ar nos ambientes de casa.


Alergias alimentares


Apesar de muitos estudos, não se sabe ao certo porque alguns alimentos acabam estimulando respostas alérgicas em alguns pacientes. Leite e derivados, ovo, soja, castanha, frutos do mar, amendoim e trigo são alguns dos alimentos que mais causam esse tipo de alergia. "É muito importante ter atenção a esses alimentos caso você apresente alguma reação alérgica, mesmo que seja de forma leve. Ela pode acontecer de forma imediata ou subsequente a múltiplas exposições", pontua Cavalcante.


De acordo com a Asbai, estima-se que as reações alimentares atingem 6% a 8% das crianças com menos de 3 anos e 2% a 3% dos adultos. E, se o pai ou a mãe tiver histórico deste tipo de alergia, a probabilidade dos filhos serem alérgicos é 75%. O tratamento envolve a restrição desses alimentos, evitando complicações à saúde. Para isso, é preciso ficar atento aos rótulos dos produtos e sempre checar a composição. Normalmente essas alergias se desenvolvem na infância e podem persistir ao longo da vida. Alguns dos sintomas são: dores abdominais, cólicas, falta de ar, náusea, vômito, tontura ou desmaio, irritação na pele, boca ou olhos, dificuldade para deglutir, entre outras. Em caso de fortes sintomas, procure a emergência mais próxima.


Alergias a medicamentos


A alergia medicamentosa pode ser ocasionada pelo princípio ativo de uma droga, ou até mesmo por conta de outras substâncias presentes no medicamento, como corantes e adsorventes. Dados da Asbai de 2018 apontam que mais de 90% das reações acontecem na pele. “Os principais sintomas são a farmacodermia, caracterizada por lesões exantemáticas na pele, além de edema periorbital e na mucosa oral, sobretudo nos lábios. Sintomas como tosse seca e falta de ar também podem estar presentes neste tipo de alergia. Em situações mais graves, pode ocorrer anafilaxia e edema na região da glote, podendo inclusive levar o paciente à morte”, afirma o especialista.


“Em caso de manifestação de sintoma alérgico, o médico sempre deve ser procurado o quanto antes para avaliação. Sintomas agravantes como falta de ar ou edema importante em face e mucosas devem ser abordados imediatamente em regime de emergência”, finaliza o clínico geral do Sistema Hapvida, Maurício Cavalcante.


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