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  • Ana Carla Santiago

Saúde do fígado: é preciso estar atento durante o isolamento social


Foto: Divulgação

Mesmo com as medidas restritivas, os cuidados com o órgão precisam ser mantidos e a visita ao médico ou à emergência, quando necessário, não deve ser dispensada


O isolamento social ainda é a forma mais eficaz para combater o novo coronavírus. Contudo, permanecer isolado em casa trouxe mudanças abruptas na rotina de todas as pessoas e, por causa disso, surgem outras preocupações, como a saúde do fígado. Com as medidas restritivas, é preciso bastante atenção no comportamento do organismo de pacientes que já possuem doenças hepáticas crônicas. Por outro lado, o alerta também vale para quem não possui esse tipo de patologia, mas que, com o distanciamento social, aumentou o consumo de álcool, podendo desenvolver um problema hepático ou até mesmo psiquiátrico.


O fígado é a maior glândula do organismo. Ele possui múltiplas funções, essenciais para o organismo, como secretar a bile, armazenar glicose, metabolismo protéico, sintetizar o colesterol, filtrar microorganismos, transformar amônia em uréia e desintoxicar o organismo. Inclusive, por ter capacidade de transformar hormônios, álcool e drogas em substâncias não ativas, para que o organismo possa excretá-los, é que se deve evitar o abuso de drogas lícitas e ilícitas para não sobrecarregá-lo.


De acordo com Fabio Marinho, hepatologista do Real Hospital Português e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), as principais causas da descompensação da doença hepática são a falta de monitoramento, infecções (além da Covid-19) e sangramentos digestivos. Os idosos são, geralmente, os mais afetados.


“Podemos dividir as implicações do isolamento social na saúde do fígado em dois grandes grupos: naqueles que já têm uma doença hepática crônica, como uma cirrose, e que deixam de ser acompanhados pelo seu hepatologista de maneira presencial, ou mesmo tem seu transplante de fígado adiado ou cancelado. O outro são aqueles pacientes que não possuem doenças desse tipo, mas que dada à reclusão e ao isolamento, começam ou incrementam seu uso ou abuso do álcool, induzindo a doença hepática”, explica o especialista.


O hepatologista pontua que muitos pacientes evitam ir ao hospital nesse período por medo de contrair o novo coronavírus. “Os doentes que precisam de atendimento de urgência, por exemplo, têm medo de ir a um hospital por causa da Covid e terminam piorando sua saúde em casa por postergação de um atendimento que poderia lhe salvar a vida”, complementa o médico.


Para evitar uma maior complicação, é preciso perceber os sintomas da doença hepática. Marinho revela que nos pacientes que já possuem doença hepática pode haver uma icterícia (olhos amarelos), aumento do volume abdominal por líquido acumulado, ou mesmo o desenvolvimento de alterações neurológicas e psiquiátricas, características de um quadro chamado de encefalopatia hepática. “Ao notar esses sinais, é preciso realizar um exame clínico e/ou de imagem, ou até mesmo um exame laboratorial associado, para ter um diagnóstico preciso”, recomenda.


O especialista reforça que o melhor tratamento para a doença hepática é a busca precoce por ajuda médica em caso de alterações na saúde, mesmo durante o período da pandemia do coronavírus. “Procurar o seu médico ou realizar uma visita à emergência pode salvar a sua vida”, finaliza.


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