• Ana Carla Santiago

Exercícios no isolamento social: saiba como realizá-los em casa e sem comprometer a saúde


É preciso manter uma rotina diária de atividades físicas para preservar a saúde física e mental durante a pandemia


A pandemia do novo coronavírus foi responsável por uma brusca mudança na rotina de diversas pessoas. Houve uma ruptura no modelo social convencional o qual todos estavam acostumados, já que a principal forma de prevenção contra o vírus é o isolamento social forçado. O objetivo, agora, é tentar manter o mínimo de padrão no dia a dia, o mais próximo possível da normalidade, e isso inclui a prática de atividades físicas, que traz diversos benefícios físicos e mentais.


O distanciamento social pode trazer prejuízos para a saúde como um todo, principalmente quando falamos sobre a saúde mental. Ao realizar exercícios físicos, o sistema neuroendócrino secreta neurotransmissores que são capazes de melhorar desde a função cognitiva, como no caso da endorfina, até mesmo no estímulo e ativação das vias neurais do prazer, com a dopamina. É o que explica a fisioterapeuta e educadora física Marcelle Vieira Russell, docente na Faculdade dos Guararapes e atuante nos hospitais Agamenon Magalhães, Memorial Guararapes e Hospital dos Servidores do Estado.


“A serotonina, neurotransmissor que é a base do tratamento do transtorno de humor depressivo, também tem sua secreção potencializada pelo exercício físico sendo, inclusive, razão pela qual os psiquiatras vêm, cada vez mais, incentivando a prática de esportes aos seus pacientes”, complementa a profissional. Além das questões mentais, Marcelle pontua que as atividades físicas melhoram a capacidade cardiopulmonar e musculoesquelético, melhora o hábito gastrointestinal e promove o fortalecimento das articulações e da função renal.


Outra importante questão é o risco da obesidade. Pessoas obesas estão inseridas no grupo de risco da Covid-19, sendo mais vulneráveis à doença. Por causa disso, é fundamental que exercícios sejam inseridos na rotina para evitar o problema ou não permitir que o quadro se agrave. “O tratamento de primeira linha para a obesidade é a mudança de hábitos de vida. Antes mesmo do estabelecimento de qualquer terapia medicamentosa, é realizada a prescrição de um período, de cerca de 6 meses a 1 ano, onde serão adotadas novas posturas como a introdução de atividade física e dieta hipocalórica. Mais uma vez, as atividades físicas se apresentam como essenciais à saúde”, pontua a fisioterapeuta e educadora física.


Mas como inserir atividades físicas numa rotina completamente alterada pelo isolamento social? Marcelle esclarece que é preciso entender as particularidades de cada indivíduo a partir de suas características, traçando estratégias adequadas a sua subjetividade. Pessoas sedentárias, por exemplo, precisam de uma moderação maior em relação aos exercícios com carga, focando inicialmente um pouco mais nos aeróbicos para melhora da capacidade cardiopulmonar.


“Algumas medidas mais gerais podem ser utilizadas por todos, como uma grande ingestão de água, estabelecimento de um horário específico para o treino e a frequência com a qual será executado”, reforça Marcelle. Ela ressalta que não se deve realizar atividade física em excesso, bem como é fundamental um descanso dos grupos musculares por pelo menos 72 horas para uma melhor homeostase.


É preciso lembrar que a idade também é um fator relevante na definição de uma rotina de atividade física. Para as crianças, segundo a profissional, as atividades devem priorizar o pula cordas, uma corrida com obstáculos onde ela precisará engatinhar ou correr, basquete improvisado com cesto de roupa suja e o carrinho de mão, por exemplo.


Já para adultos, a dança por ser um meio agradável para se movimentar. Marcelle recomenda os burpees, que contribuem na ativação cardiorrespiratória, assim como o jumping on the box. “É possível improvisar exercícios com carga utilizando elementos domésticos de modo a treinar músculos como os deltóides, tríceps e bíceps braquiais, latíssimo dorsal, trapézio e peitorais. Há uma série de modalidades de agachamento que são plenamente realizáveis em casa e não se pode esquecer dos abdominais”, exemplifica.


Por fim, para os idosos, é importante estar atento para exercícios que gerem menos impacto nas articulações, principalmente os joelhos, já que a osteoartrite prevalece nessa faixa etária. A prancha é um exercício eficaz e traz estabilidade para a realização de outros movimentos.


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