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  • Ana Carla Santiago

Com o isolamento social mais rígido, a saúde mental precisa de atenção


Foto: Pixabay

Em alguns países, já há casos de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático relacionado à crise do novo coronavírus, de acordo com psicólogo


É fato que o distanciamento social está abalando a saúde mental de grande parte da população. Há mais de um mês com medidas de isolamento social, que se tornaram mais rígidas em vários estados brasileiros, muitas pessoas não estão sabendo lidar com a situação. O que antes fazia parte da rotina, como praticar exercício ao ar livre, passear com animais domésticos na rua e realizar passeios em shoppings, agora está proibido e pode ser perigoso para a saúde de todos. Com um impacto desse tipo, é preciso se cuidar e manter a saúde mental em dia.


Por ser um caso recente, ainda não há pesquisas no Brasil que relacionem o novo coronavírus com a saúde mental. Porém, de acordo com Rafael Matias, psicólogo e professor da área na UNIFG - Centro Universitário dos Guararapes, essa é uma situação que já pode ser observada em alguns países que enfrentaram a pandemia da Covid-19 antes dos brasileiros. Em alguns países já foi possível observar um aumento de casos de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático, por exemplo, tudo relacionado à crise do coronavírus. O que afeta muito nós, seres humanos, é essa questão da ameaça que o vírus representa. É como se fosse um gatilho, esse medo que nós temos do desconhecido", avalia o profissional.


Consumir menos conteúdos midiáticos sobre a Covid-19 é uma das sugestões de Matias para lidar melhor com a situação. "É importante se manter informado, claro, mas também precisamos conhecer os nossos limites, saber até que ponto podemos consumir notícias e informações sobre esse assunto, não se tornando prejudicial para a mente", orienta. O professor recomenda que nos momentos de lazer, as pessoas optem por conteúdos mais leves, seja programas de TV, vídeos, livros, etc.


Para quem segue trabalhando durante o isolamento em casa, o famoso homeoffice, o psicólogo dá a dica: realizar uma divisão bem definida entre as atividades de casa e as atividades do trabalho. "Seria bom definir essa divisão e deixar tudo anotado numa agenda, por exemplo, e seguir o que a própria pessoa determinou. Tomar cuidado para não trabalhar demais nem de menos, e equilibrar as atividades com momentos de relaxamento, como meditação”, sugere.


Além disso, manter o contato com família e amigos é essencial. Graças aos avanços da tecnologia, é possível se sentir mais próximo daqueles que estão fisicamente longe. Essa é outra dica para conseguir lidar melhor com a situação de crise. "Nós temos recursos que nos permitem ficar conectados, como chamadas de vídeo e jogos online que possibilitam uma aproximação maior do que em outras épocas. Tirar proveito dessas ferramentas é manter a mente saudável", afirma Rafael.

E-book gratuito para auxiliar no isolamento social


A UNIFG está disponibilizando um e-book gratuito, escrito pela Escola de Saúde da instituição de ensino e desenvolvimento como parte de uma disciplina do curso de Psicologia, que trata da ansiedade em situações de isolamento. Intitulado “Calma, vai passar”, o material traz estratégias práticas em relação ao tema e sugestões para adultos que cuidam de crianças durante este período, ao longo de 19 páginas. “É um material que apresenta informações como o domínio da respiração, por exemplo, como forma de controle da ansiedade”, explica Geovana Santos, coordenadora do curso de Psicologia da UNIFG. O e-book pode ser baixado gratuitamente através desse link: https://bit.ly/2WhdA5t.



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