• Cristiane Sales

Cardiopatas e hipertensos devem ficar atentos aos cuidados com a saúde durante a pandemia


Cardiologista alerta para o aparecimento de sintomas leves, que devem ser levados em consideração, e a busca pelo atendimento médico


A ampliação do período de isolamento social, com maior permanência em casa, tem levado a população a adquirir novos hábitos. Um grupo de pessoas deve ficar mais atento: o de pacientes hipertensos e com doenças cardiovasculares. É preciso ficar alerta e evitar mudanças na prática de atividades físicas, alimentação e aumento no nível de estresse, o que pode levar ao aumento de peso e, consequentemente, complicações do quadro de saúde.


Os pacientes hipertensos tendem a modificar mais a alimentação, a ganhar peso e fazer menos atividade física. "Ao ficar mais estressado, isso pode interferir diretamente na pressão arterial e levar a quadros como AVC e infarto do miocárdio, entre outras complicações", explica o coordenador do setor de cardiologia do Hospital Esperança Recife, Marco Antônio Alves. Segundo o médico, cerca de 80% dos portadores de hipertensão não apresentam sintomas e o cuidado com esse grupo deve ser redobrado. "Não pode esquecer de tomar os remédios, pois esse é um fator crucial", acrescenta.


Os pacientes que já sofreram uma angina ou infarto, muitas vezes, por conta da mudança no estilo de vida, passam a apresentar sintomas de intensidade leve ou moderada e evitam procurar os hospitais com medo de contaminação. "Isso é um ponto muito ruim, porque acabam buscando o atendimento quando já têm uma complicação mais grave, que, muitas vezes, coloca a vida em risco", alerta Marco Antônio Alves.


Outro grupo de cardiopatas que também deve ficar mais alerta são os portadores de arritmia. "Algumas arritmias são tão graves, que podem provocar AVC e levar o paciente a uma morte súbita", afirma o especialista.


As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, sendo responsável por 30% dos óbitos dos brasileiros. Por dia, são registradas mais de 1 mil mortes por problemas no coração, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Porém, um fato vem preocupando a entidade: a redução de atendimentos a pacientes cardiopatas em todo o país. A pandemia do Covid-19 tem reduzido atendimentos cardiológicos de emergência no Brasil, assim como nos Estados Unidos e em países da Europa, especialmente de casos de infartos e anginas instáveis.


O médico Marco Antônio Alves cita que, paralelo à redução da busca por emergências, a gravidade dos pacientes que buscam atendimento médico tem sido muito maior, por justamente deixarem para ir ao hospital tardiamente. "É preciso que a população entenda que, independente de estarmos passando por uma pandemia, as doenças cardiovasculares matam muito mais do que a Covid-19. A busca pela emergência e pelo seu médico deve continuar a existir. Independente de estarmos em pandemia ou não, o cuidado com a saúde é importantíssimo", explica o médico.


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