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  • Cristiane Sales

Covid-19: PE registra 20.094 casos e 1.640 mortes pela doença


Foto: Pixabay

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou, nesta segunda-feira (18/05), 642 novos casos da Covid-19 em Pernambuco. Entre os confirmados hoje, 242 se enquadram como leves, e 400 como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Agora, Pernambuco totaliza 20.094 casos já confirmados, sendo 10.103 graves e 9.991 leves. Dos casos graves, 1.830 evoluíram bem, receberam alta hospitalar e estão em isolamento domiciliar. Outros 3.642 estão internados, sendo 240 em UTI e 3.402 em leitos de enfermaria, tanto na rede pública quanto privada. Além disso, o boletim de hoje registra mais 22 pacientes recuperados do novo coronavírus em Pernambuco, totalizando 2.991 pessoas curadas da Covid- 19 no Estado. Até agora, os casos graves confirmados da doença estão distribuídos por 148 municípios pernambucanos, além do Arquipélago de Fernando de Noronha e da ocorrência de pacientes em outros Estados e países.

Também foram confirmados laboratorialmente 124 óbitos (sendo 77 do sexo masculino e 47 do sexo feminino), de pessoas residentes nos municípios de Recife (48), Jaboatão dos Guararapes (13), Olinda (9), Cabo de Santo Agostinho (6), Paulista (6), Abreu e Lima (3), Camaragibe (3), Goiana (3), Vitória de Santo Antão (3), São Lourenço da Mata (2), Amaraji (2), Carpina (2), Águas Belas (1), Arcoverde (1), Barreiros (1), Bom Jardim (1), Camutanga (1), Caruaru (1), Condado (1), Chã Grande (1), Escada (1), Feira Nova (1), Garanhuns (1), Itapissuma (1), Ipojuca (1), Jaqueira (1), Limoeiro (1), Moreno (1), Palmares (1), Paudalho (1), Pombos (1), Primavera (1), São José da Coroa Grande (1), Timbaúba (1), Vicência (1), além da ocorrência de óbito de paciente residente de outro estado (1). Com isso, o Estado totaliza 1.640 mortes pela Covid- 19. Importante destacar que o aumento no número de mortes nesta segunda-feira (18/05) foi motivado pelo atraso no envio de informações sobre os resultados dos hospitais da rede privada. As mortes ocorreram entre os dias 18/04 e 17/05 e os pacientes tinham idades entre 21 e 101 anos de idade. Dos 124 pacientes que vieram a óbito, 53 apresentavam comorbidades confirmadas: diabetes (27), hipertensão (23), doença cardiovascular (9), doença renal crônica (7), tabagismo/histórico de tabagismo (6), etilismo (2), doença de Alzheimer (2), tuberculose/histórico de tuberculose (2), obesidade (2), doenças pulmonares (2), histórico de AVC (1), anorexia (1), doença hepática crônica (1), síndrome demencial avançada (1), neuromielite óptica (1), erisipela (1), anemia (1), pneumonia/histórico de pneumonia (1), esquistossomose (1), aneurisma da artéria renal (1), insuficiência respiratória aguda (1), infecção do trato respiratório (1), adenocarcinoma gástrico (1), neoplasia cutânea (1), histórico de cirurgia de câncer de próstata (1), doença de Parkinson (1), neuropatia diábetica (1), doença neurológica crônica (1) e câncer de mama (1). Um não tinha comorbidade e o restante estão em investigação pelos municípios. As faixas etárias são: 20 a 29 (2), 30 a 39 (3), 40 a 49 (14), 50 a 59 (13), 60 a 69 (22), 70 a 79 (37), 80 ou mais (33). Com relação à testagem dos profissionais de saúde com sintomas de gripe, em Pernambuco, até agora, 3.115 casos foram confirmados e 2.007 descartados. As testagens abrangem os profissionais de todas as unidades de saúde, sejam da rede pública (estadual e municipal) ou privada. O Estado foi o primeiro do país a criar um protocolo para testar os profissionais da área da saúde.

“Gostaria de agradecer aos pernambucanos e pernambucanas que entenderam a importância do isolamento e distanciamento social para superarmos a pandemia do novo coronavírus. O saldo dos dois primeiros dias do decreto, que tornaram mais rígidas as medidas de isolamento, é muito positivo com o índice de isolamento subindo mais do que 20%. São números animadores que mostram que temos condição de juntos chegarmos a índices ainda melhores e assim frear a aceleração da doença. Atingindo, nos primeiros dias de junho um achatamento da curva, é possível programar, a partir do momento em que houver a desaceleração da curva , um retorno à normalidade possível, com a segurança que todas as pessoas que moram em Pernambuco merecem. Então, esse esforço nos próximos 15 dias, esse sacrifício a mais que estamos pedindo à sociedade pernambucana, visa o retorno mais rápido à normalidade e só poderemos atingir esta meta se este esforço for realmente feito e buscarmos atingir índices de isolamento social próximo aos 70%. Quanto menos contato com outras pessoas, menor é a possibilidade de contrair o novo coronavírus ou de contaminar os outros. Reforçando: fique em casa e só saia se for extremamente necessário”, pontuou o secretário estadual de Saúde, André Longo. Medicamento


Na tarde desta segunda-feira (18/05), o secretário estadual de Saúde, André Longo, também abordou sobre o uso do medicamento cloroquina para pacientes com a Covid-19. “Nesse momento, o protocolo que está vigente, do Ministério da Saúde (MS), recomenda a utilização da hidroxicloroquina ou cloroquina no ambiente hospitalar, para pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). O órgão federal realizou o envio de mais de 170 mil comprimidos dessa medicação (cloroquina) para Pernambuco, que foram distribuídos para mais de 63 serviços públicos, entre estaduais e municipais. Além disso, a SES-PE adquiriu mais 86 mil comprimidos de hidroxicloroquina para atender pacientes da Covid-19, que estão sendo encaminhadas às unidades hospitalares de saúde”, afirmou André Longo. O gestor ressaltou, ainda, a importância de tratar o assunto dentro do campo científico. “É fato que Pernambuco não tem, nesse momento, evidência científica para adotar um protocolo que coloque os médicos para fazerem uso das medicações, no entanto, estamos em contato com o Conselho Regional de Medicina e respeitamos a prescrição dos profissionais médicos que acreditam no tratamento. É importante dizer que o Conselho Federal de Medicina coloca como necessária a existência de um termo de consentimento do paciente para utilizar desta medicação. Há muita fake news sobre esse tema e é preciso tomar cuidado. Pernambuco não recolheu medicamentos das farmácias e também não procede que Pernambuco tem um protocolo impedindo os médicos de fazerem a prescrição. No entanto, entendemos que não há evidência científica para o estabelecimento de um protocolo pernambucano em relação ao uso e não há consenso entre os especialistas”, reforça o secretário.


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