• Ana Carla Santiago

Fernando de Noronha zera casos da Covid-19 e chega ao fim do lockdown


Foram registrados 28 casos no arquipélago e todos foram curados. Medidas restritivas chegaram ao fim neste domingo (10)


Após 44 dias da divulgação do primeiro caso confirmado de Covid-19 em Fernando de Noronha, a ilha pernambucana conseguiu chegar à estaca zero da doença. Foram registrados 28 casos no arquipélago, entre eles 17 homens e 11 mulheres. No último sábado (09), o Governo de Pernambuco e a Administração Geral anunciaram a recuperação total de casos no arquipélago após um período de intensa quarentena, que chegou ao fim neste domingo, 10 de maio. A partir desta segunda (11), será realizado um planejamento de retomada gradual e controlada das atividades.


Segundo o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, o isolamento total mostrou sua eficácia no combate ao novo coronavírus em Noronha. “Conseguimos zerar os casos da Covid-19 no arquipélago, que chegou a ter 28 casos registrados da doença, quando a sua população é de pouco mais de três mil pessoas. Realizamos uma ação dura, mas que a ciência mostrou ser necessária e eficiente. Agora, vamos planejar a retomada das atividades na ilha, sabendo que a situação do país é determinante para o restabelecimento pleno das atividades de Fernando de Noronha”, afirma.


O distanciamento social se tornou rigoroso em Noronha desde o dia 20 de abril. Os moradores só poderiam sair de casa a trabalho ou para realizar atividades essenciais e, ainda assim, deveriam informar sobre a saída para a Administração Geral através de uma autorização digital, com 24h de antecedência. A medida auxiliou o controle de movimentação das pessoas na ilha. De acordo com o administrador Guilherme Rocha, o respeito da população pelas ações de restrição foi essencial para que Noronha chegasse a esse resultado. “Agora, enquanto o Brasil começa a entrar no lockdown, Noronha já está saindo. É o primeiro lugar a zerar o coronavírus e mostrar ao Brasil e ao mundo um exemplo prático de que o isolamento dá certo. Todas essas ações inconvenientes e chatas trazem hoje esse resultado. Tudo isso é reflexo do respeito que a população teve pelas medidas implementadas pelo governo”, afirma Rocha.


Após a determinação do fim da quarentena, o Governo do Estado trabalha em flexibilizar as atividades da ilha de forma gradual. De acordo com Guilherme Rocha, a reabertura será feita primeiro para os moradores que estão no arquipélago. “A abertura para a comunidade se dará em algumas etapas, com algumas recomendações a serem seguidas. Todos os 28 pacientes que foram contaminados estão curados e os suspeitos, descartados, mas é necessário todo o cuidado para não termos uma nova onda e precisar começar tudo de novo. O continente ainda está em uma situação muito perigosa. Daí a nossa preocupação em trabalhar de forma controlada para ver como vai ser o retorno dos moradores que estão no Recife, pelo risco de contaminação que estão vivendo”, explica.


Nesta semana será realizado um estudo epidemiológico na ilha. O objetivo é testar cerca de 900 voluntários entre homens e mulheres de diversas faixas etárias e de todas as regiões de Noronha. A pesquisa irá fornecer evidências para orientar ações de vigilância e de controle da doença, além de apoiar a tomada de decisão da Administração e do Governo de Pernambuco em relação à retomada total das atividades sociais e econômicas na ilha. Com a ação, será possível descobrir se o vírus ainda circula na ilha em pacientes assintomáticos e se esteve presente em outros lugares onde ainda não foi detectado. Segundo o administrador geral, o resultado deverá sair de 15 a 20 dias.


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