• Cristiane Sales

Do parto à covid-19, Hospital da Mulher do Recife chega ao 4º ano como referência em atendimento hum


Reconhecido pela assistência humanizada nos partos, HMR passa a ser referência no acolhimento humanizado de pacientes com covid-19 ao abrigar um dos sete hospitais de campanha da PCR


No mês marcado por datas especiais para as mulheres como o Dia das Mães, o Dia Nacional de Combate à Mortalidade Materna e o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, o Hospital da Mulher do Recife (HMR), no Curado, comemora quatro anos de atividades. Depois de se tornar referência na assistência humanizada às mulheres, sobretudo gestantes, a unidade passa a ser referência no acolhimento humanizado de pacientes com suspeita ou confirmação de covid-19 ao abrigar também, na área externa, um dos sete hospitais de campanha erguidos pela Prefeitura do Recife, em menos de dois meses.


Nesse período de pandemia, 891 mulheres deram à luz no Hospital da Mulher, enquanto cerca de 200 pessoas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) se internaram na ala para atendimento aos pacientes com suspeita ou confirmação de covid-19. Até agora, 59 já tiveram alta da enfermaria e 12 tiveram alta das UTIs. Administrado pelo HCP Gestão, a unidade da Prefeitura do Recife já atendeu, desde a inauguração, em 10 de maio de 2016, mais de um milhão de pacientes e já realizou cerca de 18 mil partos, sendo a maior parte deles normal. Neste período de pandemia, o hospital passou por várias readequações para poder atender pacientes com Srag.


O HMR também comemora o fato de ter inaugurado, em dezembro do ano passado, o setor de parto de alto risco, onde passaram a ser atendidas mulheres que necessitam de tratamento em UTI ou que precisem de tratamento clínico no curso da gravidez, além de atender aos recém-nascidos graves, que precisam de assistência especializada.


Atualmente o Hospital da Mulher do Recife é reconhecido como a unidade que realiza a maior quantidade de partos em mulheres recifenses. Em seus quatro anos de funcionamento, foram realizados 18 mil partos, sendo mais de 12.800 normais. O hospital também totaliza, mais de 100 mil consultas médicas, 16 mil tomografias e 12 mil mamografias.


Além disso, o complexo hospitalar desenvolve atualmente alguns projetos de humanização, entre os quais se destacam o Minha Certidão e o Programa de Voluntariado para Doulas, para tornar a experiência do parto e da maternidade ainda mais especial. A unidade é destaque também por oferecer o serviço ambulatorial específico para a população LBT (lésbicas, bissexuais e transexuais-transgenitalizadas), além de dispor do Centro de Atenção à Mulher Vítima de Violência Sony Santos, que funciona 24 horas por dia.


Na intenção de liberar algumas áreas para dar espaço ao tratamento de pacientes com covid 19, foram suspensas as atividades do ambulatório do HMR, que hoje funciona como uma das enfermarias de covid. A UTI da Mulher também passou a focar no atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus. A unidade de saúde está mantendo em pleno funcionamento o Centro Sony Santos, o pré-natal de alto risco e a maternidade apenas para partos de alto risco. Os setores com pacientes com suspeita de covid-19 são isolados das demais áreas do HMR.


Além das UTIs e algumas enfermarias de covid-19 que funcionam no interior do HMR desde o fim de março, o hospital de campanha erguido pela Prefeitura do Recife na área externa do Hospital da Mulher conta com 120 leitos de enfermaria, entregues no último dia 24. Assim como acontece na maioria dos hospitais de campanha, a abertura dos leitos para os pacientes acontece de forma gradual, até atingir o pleno funcionamento.


Atualmente, estão disponíveis para a população 30 leitos de UTI, já com 28 pessoas com Srag internadas, e 70 leitos de enfermaria, com 45 pacientes internados. Quando tudo estiver funcionando, serão 208 leitos para covid-19 no Hospital da Mulher: 54 UTIs e 154 leitos de enfermarias.


Para dar conta de atender pacientes em toda essa estrutura, o HMR contratou, até o momento, 437 profissionais, sendo 135 médicos, 85 enfermeiros e 137 técnicos de enfermagem, além de outros mais de 300 profissionais que já atuavam no Hospital da Mulher e foram remanejados de área pelo HCP Gestão para assumir a linha de frente da pandemia.


Uma das profissionais remanejadas foi a técnica de raio-x Mônica Oliveira Ribeiro, de 53 anos de idade e mais de 25 anos de experiência profissional. Ela trabalha no Hospital da Mulher desde a inauguração da unidade, há exatos quatro anos. Lotada no Centro de Imagem, onde atuava como técnica nos exames de desintometria óssea, ela passou a realizar raio-x de pacientes com Srag internados na UTIs de covid desde o fim de março. Há pouco menos de 20 dias, ela precisou se afastar porque testou positivo para covid-19 e só pôde voltar a trabalhar nessa sexta (08), com ainda mais gás para acolher as pessoas infectados pelo novo coronavírus.


“Como profissional de saúde, sempre dei um tratamento humanizado aos pacientes, mas viver na pele essa doença foi muito ruim para o corpo e para a mente. Agora me sinto ainda mais comprometida com os pacientes. Até quando estou fora do ambiente hospitalar, faço questão de orientar meus familiares, amigos e todas as pessoas que conheço sobre a importância dos cuidados para evitar a covid 19”, contou Mônica.


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