• Cristiane Sales

Secretaria de Saúde do Recife reforça orientações para prevenção das arboviroses


Vigilância Ambiental sugere que as pessoas aproveitem que estão mais em casa para eliminar os focos de Aedes aegypti nas residências, onde estão mais de 80% dos focos


Em tempos de pandemia de covid-19, as atenções de todos estão inteiramente voltadas aos cuidados para prevenir a contaminação pelo novo coronavírus, mas a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife alerta que a população não pode deixar de tomar cuidado também para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, chikungunya e zika. A Vigilância Ambiental do Recife sugere que as pessoas aproveitem que estão mais em casa por causa do momento de distanciamento social para evitar a proliferação do coronavírus para eliminar os focos de mosquito em suas casas, já que mais de 80% dos focos são encontrados dentro das residências.


De acordo com o Ministério da Saúde, sete estados brasileiros apresentam quantidade de dengue em patamar de epidemia, com mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes, como por exemplo São Paulo, Distrito Federal e Paraná. Este último concentra 158 mil dos 484 casos de dengue registrados no País. Já no Recife, até o fim de março, houve redução de 42,7% dos casos de arboviroses notificados e 58% dos casos confirmados, na comparação ao mesmo período de 2019, mas ainda assim é importante não se descuidar.


Em 2020, foram notificados 508 casos de arboviroses na capital pernambucana, sendo 419 casos de dengue, 82 de chikungunya e sete de zika. Dessas notificações, foram confirmados 138 casos de dengue e 17 de chikungunya. Os bairros do Recife onde mais se registraram casos de arboviroses forram Ibura, Imbiribeira, Torrões, Areias e Ilha Joana Bezerra.


De acordo com esses estudos que identificam os locais de maior incidência de focos do Aedes aegypti, a Secretaria de Saúde do Recife fornece telas de proteção para caixas e reservatórios d’água. Essa é uma das atividades da rotina dos 700 Agentes de Saúde Ambiental e Controle de Endemias (Asaces) do Recife, que todos os dias realizam visitas domiciliares para fazer aplicação de larvicida biológico, quando necessário, e dar orientações sobre como evitar a proliferação dos mosquitos.


Os Asaces também passaram a utilizar, durante as visitas às residências, o aplicativo Saúde Ambiental Digital, pelo qual registram, em tempo real, os números e outras informações das vistorias. Para isso, os profissionais receberam smartphones. No mês de outubro, o aplicativo usado pela Prefeitura do Recife para mapear focos do Aedes aegypti, informatizando o trabalho dos Asaces, foi um dos premiados no 47º Seminário Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação para Gestão Pública, em Brasília.

Além da atuação diária dos Asaces em todas as áreas da cidade, a Sesau adota diversas estratégias para controle do Aedes aegypti, como a técnica de soltura de mosquitos estéreis no ambiente, por terra e por drone, para reduzir a reprodução do inseto e, com isso, controlar a população do mosquito transmissor das arboviroses. Outras técnicas usadas pela Sesau Recife são as ovitrampas (armadilhas para monitorar a infestação do mosquito), as Estações Disseminadoras de Larvicidas (técnica em que o próprio mosquito espalha o larvicida para outros focos) e as Brigadas Contra o Mosquito, que tenta engajar no controle do Aedes diversas instituições públicas e privadas da cidade.

Denúncias de possíveis focos de mosquito podem ser feitas, primeiramente, na Ouvidoria do SUS, através do telefone 0800.281.1520, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.


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