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  • Ana Carla Santiago

Dia Nacional da Conscientização do Autismo marca a importância da compreensão e do respeito


Foto: Divulgação

Existem, em média, dois milhões de indivíduos com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) no Brasil, com incidência maior no sexo masculino.


O dia 02 de abril marca o Dia Nacional de Conscientização do Autismo e aborda uma importante questão social: a necessidade de respeito e compreensão com os indivíduos autistas. Apesar das informações serem melhor disseminadas, ainda existe muita falta de conhecimento que rodeia o autismo, o que leva às pessoas a não entenderem sobre o transtorno, assim como e as melhores formas de lidar ele.


O autismo é um transtorno neurológico do desenvolvimento, que afeta a interação do indivíduo com o meio. É uma disfunção genética que vem com a pessoa desde o seu nascimento, e torna-se perceptível entre os 2 ou 3 anos de idade. Atualmente, existem, em média, dois milhões de indivíduos com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) no Brasil, com incidência maior no sexo masculino.


De acordo com Carol Costa Júnior, neuropsicólogo e coordenador do Atendimento ao Autista do Sistema Hapvida, o autismo de caracteriza por três grandes pilares do comportamento: dificuldades na linguagem (a criança apresenta uma linguagem incompreensível ou não fala) e na socialização (o indivíduo fica mais recluso e evita o convívio coletivo, além de um comportamento ritualístico (muitas crianças ficam se balançando, girando em torno do próprio eixo, não focam o olhar, andam nas pontas dos pés, entre outras “manias”).


Segundo a classificação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), existem três tipos principais de autismo, que variam de “níveis”: a Síndrome de Asperger (comum em pessoas superdotadas, mas que continuam mais reclusas), o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento e o Transtorno Autista. “Existem também o autismo atípico, que abrange apenas um dos três pilares comportamentais, o desintegrativo, quando a criança desenvolve todas as capacidades e depois perde tudo o que já tinha conquistado, e a Síndrome de Rett, que afeta o desenvolvimento do cérebro das meninas”, explica o neuropsicólogo.


A causa do transtorno ainda é desconhecida, mas a neurociência afirma que a sua origem é genética. É muito comum que pessoas com casos de autismo na família venham a ter filhos(as) autistas. “Claro que existem exceções. Alguns fatores externos também podem proporcionar isso. Porém, uma visita ao um geneticista é muito bem-vinda, para que haja um planejamento durante a gravidez”, salienta Carol Costa Júnior.

Uma vez identificado, o autista deve ter um acompanhamento com equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, neuropsicólogo, psicomotricista, além da integração sensorial. o especialista reforça que o tratamento deve ser realizado semanalmente, de forma contínua e ininterrupta. “Normalmente, o paciente é reavaliado a cada três meses por toda a equipe que o acompanha, que classifica os pontos os quais ele precisa de uma atenção maior. Tudo isso vai sendo trabalhado através de métodos específicos, proporcionando uma melhor qualidade de vida para o indivíduo”, pontua.

O neuropsicólogo reforça que é preciso desenvolver um processo educativo com a sociedade para que haja respeito em relação às pessoas autistas. “Não cuidamos apenas da criança, cuidamos de toda a família, que viverá uma nova realidade, e a sociedade que ela faz parte. Por isso, é preciso que haja um trabalho com mais afinco de levar informações às escolas, cartilhas informativas, divulgação na mídia, tudo que mostre a realidade que estamos inseridos e a necessidade de ajudar essas pessoas”, finaliza.


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