• Ana Carla Santiago

Mulheres estão mais arriscadas a sofrerem de doenças do coração


De acordo com a OMS, um terço de todas as mortes de mulheres ocorre devido a doenças cardiovasculares


As mulheres têm conquistado cada vez mais espaços na sociedade, principalmente o de destaque em nas trajetórias profissionais fora de casa. Entretanto, muitas delas precisam manter uma rotina exaustiva, muitas vezes com uma tripla jornada de trabalho (casa, filhos e emprego formal), e resta pouco tempo para que possam dar a devida atenção à saúde. Um problema que vem ganhando destaque em relação ao sexo feminino é o coração: estatísticas revelam que 17 milhões de brasileiras têm problemas cardiovasculares e, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), elas representam mais de 48% das ocorrências cardiológicas.


Um dado preocupante, de acordo com dados do National Center for Health Statistics (NCHS), é que as mulheres morrem três vezes mais por causa de doenças cardiovasculares do que de câncer de mama. O NCHS também aponta que uma em casa nove pessoas do sexo feminino, entre 46 e 64 anos, desenvolverá algum problema do coração. Acima dos 65 anos, esse número é de uma a cada três mulheres.


Alexandre Lucena, médico cardiologista e chefe do Departamento da Mulher da SBC-PE, explica que os corações de homens e mulheres respondem fisicamente de maneiras diferentes. É por isso que os sintomas de doenças cardiovasculares entre os dois sexos são distintos. "As mulheres muitas vezes apresentam sintomas atípicos de problemas cardiovasculares, como cansaço, mal-estar, dor de estômago e dificuldade para respirar. Mas no meio de tantas atividades que costumam desempenhar, acabam negligenciando esses sintomas, atribuindo-os a uma intensa rotina de trabalho e tarefas", afirma.


Além desses sintomas, as mulheres estão expostas a alguns fatores de riscos exclusivos para cardiopatias, como doenças ligadas à gestação, à hipertensão e diabetes, ao uso de pílulas anticoncepcionais, à chegada da menopausa e à reposição hormonal. A depressão também é um fator agravante das doenças cardiovasculares e atinge cada vez mais mulheres: duas para cada homem.


O médico cardiologista explica que a tripla jornada de trabalho pode ser a principal provocadora de um convívio com fatores de riscos silenciosos, e que muitas vezes são negligenciados, como o colesterol alto, a hipertensão arterial, o sedentarismo e o tabagismo. "Por todos esses motivos, o número de casos de infarto e AVC entre as mulheres está aumentando, algo que antes era associado somente ao sexo masculino", finaliza Lucena.


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