• Ana Carla Santiago

Doenças renais podem trazer consequências graves para os portadores



Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN), o Dia Mundial do Rim é celebrado, todos os anos, na segunda quinta-feira do mês de março - neste ano, 12 de março. O objetivo da data é divulgar informações para reduzir o impacto da doença renal crônica (DRC) no mundo. O problema é caracterizado por uma lesão nos rins, que se mantém por três meses ou mais, e que traz diversas consequências para o indivíduo.


Os rins possuem importantes funções no corpo humano: regulam a pressão; filtram o sangue; eliminam as toxinas; controlam a quantidade de sal e água no organismo; produzem hormônios que evitam a anemia e doenças ósseas; entre várias outras. Por isso, deve-se estar atento às formas de prevenção para evitar a doença renal. De acordo com Rodrigo Bezerra, médico nefrologista da Multirim, na maioria das vezes, a doença renal crônica é consequência da Hipertensão Arterial Sistêmica ou da Diabetes Mellitus, doenças com altas incidências na sociedade. “As duas doenças podem danificar os rins, levando à doença renal crônica. Existem, contudo, doenças renais primárias dos rins, como, por exemplo, algumas glomerulopatias e a Doença Renal Policística”, explica.


Conforme dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), em 2018 mais de 40 mil pacientes iniciaram hemodiálise, processo que consiste na remoção de substâncias tóxicas do sangue, já que os rins perdem essa função. Mais de 130 mil realizavam diálise, sendo 64,5% deles na faixa etária entre 20 e 64 anos.


Nos estágios iniciais, a doença renal crônica é bastante silenciosa e não apresenta sintomas ou surgem apenas sinais inespecíficos. Segundo Bezerra, por não apresentar sinais claros, pode haver demora no diagnóstico e ele só acontecer quando o funcionamento dos rins já está comprometido. “Por essa razão, aconselha-se a investigação da doença em alguns grupos de risco, como pacientes com histórico familiar de DRC; indivíduos diabéticos, obesos, portadores de doenças cardiovasculares ou fumantes; pacientes que utilizam medicações que podem comprometer a função dos rins; pacientes que apresentam inchaços sem causa aparente; presença de sangue na urina ou urina que forma espuma após a micção; gravidez com suspeita de pré-eclâmpsia; crianças com dificuldade de crescimento”, cita. Contudo, o nefrologista reforça que o diagnóstico é realizado através da dosagem de creatinina e de um exame de urina.


O tratamento da doença renal crônica depende da etiologia e do estágio do problema, de acordo com Bezerra. Nos estágios mais avançados, quando o rim para de funcionar, existem duas opções: o transplante renal e a terapia renal substitutiva (hemodiálise ou diálise peritoneal). Para evitar a DRC, é necessário adquirir hábitos saudáveis. Praticar exercícios físicos regularmente, não fumar, aderir a uma alimentação saudável (ingerindo principalmente saladas, frutas e carne branca, evitando sódio e gordura), além de ingerir, em média, dois litros de água por dia e evitar o uso de medicações que interfere nas funções renais, são algumas maneiras de manter o rim saudável. “Além disso, deve ser realizado o controle da glicemia nos diabéticos, o controle pressórico nos hipertensos e o controle do peso nos obesos, para preveni-los das doenças renais”, finaliza o nefrologista.


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