• Ana Carla Santiago

Cuidados com a pele no verão: Câncer de Pele



O verão é uma das estações mais esperadas do ano para os brasileiros, por muitas vezes estar relacionado com férias, praias e viagens. Com o aumento da temperatura, contudo, é preciso estar atento aos cuidados com a saúde e a pele, principalmente quando há exposição excessiva ao sol. Uma das doenças que fica em evidência nessa época é, justamente, o câncer de pele. E as pessoas de pele mais clara devem ter atenção dobrada.


De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença é rara em crianças e negros, com exceção das pessoas já portadoras de doenças cutâneas. O problema é mais comum em pessoas a partir dos 40 anos, entretanto o tipo não melanoma pode ocorrer em faixas etárias mais jovens, principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas. O câncer se caracteriza pelo surgimento de manchas, que coçam, ardem, descamam e sangram, ou feridas que não cicatrizam até quatro semanas. Uma pequena nodulação ou surgimento de um sinal novo, em crescimento ou que está mudando o formato ou a cor, também devem levantar um alerta.


Segundo Suellen Gonçalves dos Reis, dermatologista que atua na cidade de Joinville (SC), pessoas que possuem a pele mais clara, com dificuldade de se bronzer, além de olhos claros e cabelos loiros ou ruivos, têm um maior risco de serem acometidas pelo câncer de pele. “Pessoas com histórico na família da doença ou que já foram acometidas antes também devem ficar mais atentos”, pontua.


Dados do INCA de 2018 revelam que a incidência de câncer de pele não melanoma em Pernambuco gira em torno de 180 novos casos para cada 100 mil habitantes. Já o melanoma, que é mais raro - porém com uma gravidade maior, fica em torno de 1,5 novos casos para a mesma quantidade de habitantes.


A dermatologista explica que a melhor forma de prevenir o câncer de pele é com o uso do protetor solar. É necessário aplicá-lo antes de realizar atividades ao ar livre e lembrar de reaplicar o produto a cada duas horas. “Evitar a exposição direta ao sol, principalmente nos horários em que ele está mais forte (das 10h às 16h), também é uma boa dica”, complementa.


Em relação ao tratamento do problema, Suellen Gonçalves comenta que, na maioria dos casos, é necessária a intervenção cirúrgica, com grandes chances de cura, principalmente quando é realizado o diagnóstico precoce.



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