• Ana Carla Santiago

Volta às aulas: pediatra fala sobre alguns cuidados para evitar as viroses



O período de volta às aulas está começando e os cuidados com a saúde das crianças devem ser redobrados nesta época do ano. Este momento do ano acaba por favorecer a propagação de doenças infecciosas, popularmente conhecidas como “viroses”. Ambientes de aglomeração, com estudantes mantidos muito próximos uns dos outros, além das salas de aula fechadas e com ar-condicionado são algumas das causas que facilitam a propagação de vírus entre os alunos, principalmente em relação às doenças respiratórias.


Existem diversas viroses que podem acometer as crianças no ambiente escolar, principalmente neste período. De acordo com Maurício Cavalcante, clínico geral e pediatra do Hapvida Recife, as principais doenças são causadas pelo vírus da Influenza, o “vírus da gripe”; por Enteroviroses, como a doença do Pé-Mão-Boca, causada pelo Coxsackievirus; e ainda por Adenoviroses e Rinoviroses.


Cavalcante ressalta que o termo “virose” na infância às vezes é utilizado genericamente para designar qualquer tipo de infecção, respiratória ou de gripe. “Muitas vezes, existem infecções causadas por bactérias, como amigdalite e bronquites bacterianas, que são vistas como viroses, mas também são prevalentes no período de retorno às aulas”, explica o médico.


É preciso que os pais e/ou responsáveis estejam atentos aos sintomas das viroses nos pequenos. Alguns deles são: dores de cabeça, febre alta, tosse, coriza e falta de ar. O tratamento, de acordo com Maurício Cavalcante, é particularizado para cada tipo de doença, mas de forma geral podem ser utilizados medicamentos sintomáticos aliados à hidratação e ao repouso do paciente. “Nos casos de infecções bacterianas, são utilizados antibióticos durante o tratamento”, pontua.


Apesar da volta às aulas ser um período propenso para o contágio de viroses, alguns cuidados podem ser tomados pelos pais, responsáveis e professores dos colégios. Incentivar os cuidados com a higiene, principalmente das mãos, sobretudo antes das crianças se alimentarem, é um cuidado simples, mas que pode evitar problemas com a saúde. “Outra dica é solicitar aos professores que identifiquem crianças doentes e conversem com os pais ou responsáveis, para que eles mantenham os pequenos em casa até serem tratados e poderem retornar ao ambiente escolar”, finaliza o pediatra.


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