• Cristiane Sales

PE inicia estratégia de implantação da vacina de febre amarela


Doses de rotina começam a ser disponibilizadas em janeiro para 43 municípios da região de Palmares e de Garanhuns. A partir de março, para todo o Estado


A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), por meio da Superintendência de Imunizações e das Doenças Imunopreveníveis, inicia, neste primeiro semestre de 2020, estratégia estadual para a implantação da vacina contra febre amarela na rotina de imunização dos pernambucanos. Isso significa que o imunizante estará disponível para a população diariamente nos postos de saúde, integrando o calendário vacinal, assim como as doses contra doenças como sarampo e caxumba. A estratégia começa pelo Agreste e Zona da Mata em janeiro e, para todo o Estado, apenas a partir de março. A determinação de ampliar e incluir a vacina de forma rotineira é uma proposta do Ministério da Saúde (MS) para todo o Brasil. Atualmente, o imunizante já é ofertado rotineiramente em 19 Estados.


Até então, Pernambuco estava incluso nas áreas sem recomendação de vacinação (ASRV) por não ser território de risco para a doença - o último caso de febre amarela no Estado foi em 1938, ou seja, são mais de 80 anos sem a circulação do vírus. Mesmo assim, para concluir a agenda da ampliação da vacina para todo o território nacional, a região Nordeste passa a fazer parte dessa ação preventiva. A proteção será voltada para crianças de 9 meses até adultos de 59 anos. A novidade é que será introduzida a dose de reforço de febre amarela para todas as crianças aos 4 anos de idade. Acima dessa faixa etária, será necessária apenas uma dose.


Em Pernambuco, a ampliação da vacina febre amarela para as ações de rotina acontecerá de forma estratégica e gradual. As áreas prioritárias para vacinação, já a partir deste mês de janeiro, serão as 43 cidades que compõem a III e V Gerências Regionais de Saúde (Geres), com sede em Palmares, na Mata Sul, e Garanhuns, no agreste pernambucano, respectivamente, totalizando mais de 1 milhão de pessoas. É importante que a população verifique com seu município como funcionará esse tipo de vacinação no seu território. A escolha dessa região se deu com base em estudos que identificaram os espaços possivelmente mais vulneráveis, denominados corredores ecológicos, áreas de transição entre remanescentes florestais e caatinga. A partir de março de 2020, a expansão acontecerá para todas as Regionais de Saúde, totalizando 8,4 milhões de pessoas.


“Desde 2016, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, houve um grande aumento de casos de febre amarela, ocasionando um dos maiores surtos das últimas décadas. Diante desse cenário epidemiológico, observou-se a expansão da área de circulação do vírus em locais que, anteriormente, não eram de risco para a doença. Por isso, o objetivo dessa ação é ampliar a oferta da vacina na rotina dos postos de saúde para manter a população imunizada", afirma a superintendente de Imunizações da SES-PE, Ana Catarina de Melo. É preciso destacar que Pernambuco continua sem registros de casos da doença. "Com essa vacinação de rotina, ampliamos a proteção da nossa população e podemos evitar a reintrodução do vírus em solo pernambucano”, pontua Ana. Ela destaca que, inicialmente, o único público que terá uma meta vacinal, de 95%, será as crianças menores de 1 ano.


Esquema vacinal


O esquema vacinal completo será de uma dose da vacina aos 9 meses de vida da criança e outra dose de reforço aos 4 anos de idade.


Crianças, jovens, adolescentes e adultos, de 5 a 59 anos, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação, devem tomar apenas uma dose da vacina. Quem já recebeu uma dose da vacina acima de 5 anos de idade pode ser considerado vacinado.


Gestantes, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação, e mulheres que estejam amamentando crianças com até 6 meses de vida, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação, não há indicação para imunização.


Para pessoas com 60 anos ou mais, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação, o serviço de saúde deverá avaliar a pertinência da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nessa faixa etária e/ou decorrentes de comorbidades.


No caso de viajantes internacionais, a orientação é seguir o Regulamento Sanitário Internacional (RSI) que recomenda uma única dose na vida. O viajante deverá se vacinar pelo menos 10 dias antes da viagem.


ALDEIA


A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informa que foi notificada, no final de dezembro, da morte de 14 macacos (sagui) em um condomínio fechado de Aldeia. Após a notificação, em 26.12, técnicos do Programa Estadual de Controle das Arboviroses estiveram no local para coletar os animais, objetivando fazer as análises para averiguar o que pode ter provocado os óbitos, como herpes, dengue ou febre amarela. O material já está sendo processado por laboratórios de Pernambuco, Bahia e Pará.


O Estado tem feito treinamento e palestras com a população do condomínio e os profissionais do município para orientar sobre a importância de notificar a ocorrência de morte de primatas não humanos e os cuidados ao encontrar esses animais. Também foi reforçada a importância de não alimentar animais silvestres e, de forma alguma, maltratá-los. Importante frisar que matar macaco é um crime previsto em lei, com sanções como prisão e pagamento de multa.


Além disso, de forma preventiva, será feita vacinação de bloqueio contra a febre amarela na população que vive no condomínio afetado. A atividade de imunização será realizada pelo município de Camaragibe. O Programa Estadual de Imunização já capacitou os profissionais das salas de vacina e da Atenção Primária da cidade.


Por fim, a SES-PE informa que não registra casos autóctones de febre amarela em Pernambuco desde 1938. Ou seja, não há a circulação do vírus da doença no Estado desde então. Destaca-se também que os macacos não transmitem a doença para os humanos, sendo vítimas também do vírus (transmitido por um mosquito silvestre encontrado em matas). Importante lembrar, ainda, que Pernambuco realiza, desde 2017, a vigilância em epizootia para monitorar a mortalidade de primatas não humanos. Desde então, não há nenhum óbito relacionado à febre amarela desses animais no Estado.


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