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  • Cristiane Sales

Atenção para riscos de trombose em viagens longas


Foto: Pixabay

Neste período de férias e de fim de ano, muitas pessoas optam por viajar para visitar familiares e amigos. Porém, nos deslocamentos muito longos, é preciso estar atento à saúde, esteja a pessoa viajando de carro, ônibus ou avião. Como passamos muito tempo parados durante o percurso, uma das preocupações é com o surgimento de trombose, ou seja, a formação de um coágulo sanguíneo nas pernas.


O que causa a trombose em viagens é justamente o longo período que a pessoa passa sentada. “O sangue fica mais tempo parado dentro da veia que, diferente das artérias, dependem da nossa movimentação para ocorrer o bombeamento”, explica o cirurgião vascular João Paulo Ayub Leal, do Hospital Esperança Olinda e da clínica parceira Angiorad. A grande complicação é gerar um tromboembolismo pulmonar, que pode levar até a morte.


Como normalmente as tromboses ocorridas após viagens são as que ocorrem abaixo do joelho, os principais sintomas são dor e inchaço nas pernas. Algumas pessoas podem apresentar também vermelhidão na pele. Os riscos de uma trombose relacionada a viagem podem durar até oito semanas. Por isso, mesmo que o paciente não tenha sentido nada, é preciso ficar atento aos sintomas.


Há, também, os grupos de pessoas que apresentam mais riscos de desenvolver a doença, como gestantes, pacientes que já tiveram trombose anteriormente, pacientes oncológicos, pessoas que submeteram a uma grande cirurgia nos últimos 30 dias e pessoas com obesidade.


Os pacientes podem, ainda, desenvolver uma síndrome pós-trombótica, sem riscos à vida, mas que pode trazer complicações, como perna inchada, surgimento de varizes e escurecimento da pele. “Esses são sintomas de uma hipertensão venosa desenvolvida por conta de uma trombose, mas há tratamento para reduzir esses sintomas”, explica o cirurgião João Paulo Ayub Leal.


Para evitar a trombose durante as viagens, é preciso se movimentar a cada três horas de viagem, levantando-se para caminhar e fazer exercícios com os pés que lembram acelerar e desacelerar um veículo. Para os pacientes com histórico de trombose e riscos de desenvolver a doença, é recomendado também o uso de uma meia de compressão. “Quem vai viajar de carro, ônibus ou avião, deve ficar atento à movimentação. O princípio é o mesmo, a pessoa está parada, sentada”, acrescenta o médico.


#Trombose #HospitalEsperançaOlinda

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