• Ana Carla Santiago

Câncer de Estômago: mais de 21 mil casos registrados em 2018 no Brasil



O câncer de estômago, também conhecido como câncer gástrico, é quase imperceptível, desenvolvendo-se silenciosamente ao longo de muitos anos. Uma pessoa acometida pela doença raramente apresenta sintomas no estágio inicial, o que dificulta bastante o diagnóstico e a busca pelo tratamento. Entretanto, alguns sinais podem ser percebidos e deixar o paciente alerta para investigar e procurar ajuda.


Existem três tipos principais de câncer gástrico: o adenocarcinoma, que se desenvolve a partir das células da mucosa do estômago, representando cerca de 90% dos tumores; o linfoma, que surge na parede do estômago e é responsável por 4% dos casos; e o carcinoide, que se origina nas células do próprio estômago que produzem hormônio e é diagnosticado em aproximadamente 3% das situações.


O problema pode representar um enorme perigo caso não seja diagnosticado precocemente, porque pode crescer pela parede do estômago e invadir órgãos vizinhos, vasos linfáticos e linfonodos próximos. Em casos avançados, o câncer pode se propagar pela corrente sanguínea, atingindo o fígado, pulmões e ossos.


Por apresentar poucos sintomas em sua fase inicial, o câncer pode ser confundido com um quadro simples de gastrite. De acordo com o gastrocirurgião da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) e presidente da Associação Brasileira de Câncer Gástrico (ABCG), Laercio Gomes Lourenço, os sintomas são muito parecidos, como dor no estômago, sensação de empachamento, má digestão ou náuseas. “Essas coincidências com doenças benignas levam, muitas vezes, à descoberta tardia da doença, uma vez que a endoscopia digestiva alta é desconsiderada em muitos casos, especialmente em pacientes jovens”, complementa.


Em pacientes acometidos pelo câncer, também pode ocorrer perda de peso e de apetite, fadiga, azia e desconforto abdominal. Em situações avançadas, pode surgir uma massa palpável na parte superior do abdômen, dor abdominal, aumento do tamanho do fígado e presença de íngua na área inferior esquerda do pescoço, além de nódulos ao redor do umbigo. Em alguns casos, podem ocorrer vômitos com sangramento, fezes escurecidas, pastosas e com odor muito forte.


Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de estômago ocupa o quarto lugar, entre todos os tipos da doença, que mais acomete os homens brasileiros, enquanto para a população feminina ele ocupa o sexto lugar. Em 2018, mais de 21 mil casos foram registrados em todo o país, sendo desses 13.450 homens e 7.750 mulheres.


Em caso de suspeita clínica, o paciente deve buscar o quanto antes confirmar ou não o diagnóstico da doença, realizado através de avaliação da região abdominal, histórico familiar, condições clínicas e exames, como a endoscopia digestiva alta e a radiografia contrastada do estômago. Caso constatada a existência de um tumor, pode ser realizada também uma ultrassonografia endoscópica para avaliar o comprometimento da parede gástrica e descobrir se outros órgãos foram afetados. Quanto ao tratamento, o principal método é a cirurgia para retirada do tumor ou, dependendo da situação, de todo o estômago e dos nódulos linfáticos próximos. Em apoio ao tratamento cirúrgico, são realizados quimioterapia, radioterapia e terapia-alvo.


A prevenção, contudo, ainda é a melhor forma de se evitar o câncer de estômago. É preciso estar alerta, principalmente, em relação à alimentação. Evitar alimentos condimentados e defumados, consumir frutas e vegetais frescos, não fumar e evitar bebidas alcoólicas, por exemplo, podem contribuir para a inexistência desse tipo de tumor. Caso haja histórico do câncer na família, a dica é ir ao médico e realizar os exames adequados para descartar a doença ou buscar ajuda antes que o caso se agrave.


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