• Ana Carla Santiago

Herpes Zoster acomete mais de 1 milhão de pessoas anualmente



O Herpes-Zoster (HZ) é uma doença contagiosa causada pelo mesmo vírus da varicela, ou catapora - como é mais conhecida a doença no Brasil, o varicela-zoster. O processo tem início pelo desenvolvimento da catapora na pessoa acometida e, após um período de latência do vírus, que fica incubado em um nervo, o paciente pode desenvolver o HZ. Seria, no caso, um estágio mais avançado da doença causado pelo vírus.


Os sintomas são bem específicos. O paciente pode apresentar lesões vesiculares, discretas ou em maior número, que podem confluir, obedecendo o território de um nervo na pele (dermátomo). Essas lesões podem aparecer em qualquer lugar do corpo, caracteristicamente em apenas um dos seus lados - por isso, o problema também é conhecido como “Cobrero”. Dor no local das lesões também pode ser um sintoma, com duração de semanas ou meses. Outro problema são as cicatrizes muitas vezes deixadas pelas lesões, que, a depender do local, pode representar uma preocupação estética para o indivíduo.


O infectologista Esdras Augusto, que atua no Hospital Santa Joana e no ambulatório do Hospital Correia Picanço, explica que o diagnóstico da Herpes Zoster é clínico. O histórico do paciente associado ao exame físico geralmente são suficientes para descobrir a existência da doença. “Em poucos casos, exames laboratoriais, como o PCR, podem ser útil para o diagnóstico”, complementa.


A incidência da doença aumenta gradativamente com o avanço da idade, de acordo com o infectologista, devido à diminuição da imunidade específica mediada por células. Pacientes acometidos pelo vírus HIV, que possuam doenças auto-imunes ou transplantados com tratamento imunossupressor são considerados grupo de risco quanto ao acometimento do HZ. Esdras diz também que, segundo dados americanos, o HZ ocorre em mais de 1,2 milhão de pessoas anualmente e que de 20 a 30% da população mundial tem chances de desenvolver o HZ ao longo da vida.


Por ser uma doença de evolução natural, mesmo que nenhuma medida seja tomada para tratar o HZ, o paciente ainda terá boas chances de recuperação. Entretanto, tratar o problema é de suma importância para evitar suas formas graves e diminuir o tempo das lesões, assim como a neuralgia pós-herpéatica. O especialista conta que o tratamento é realizado por meio de antivarais, como Aciclovir e Fanciclovir. “Devemos lançar mão, também, de analgésicos e outros sintomáticos, individualizando o tratamento. Atenção especial sempre quando a face é acometida, pois, dependendo da região, pode ser ocasionado problemas na visão e audição”, alerta.


A prevenção, claro, é sempre o melhor remédio. Para evitar o Herpes Zoster, é necessário ter bastante cuidado ao tocar em lesões causadas pelo vírus. Esdras Augusto reforça que o indivíduo deve lavar as mãos com água e sabão antes e depois do contato, além de cobrir a lesão quando possível. “Inclusive, há vacina disponível para evitar o HZ, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a população de risco já mencionada”, finaliza.


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