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  • Ana Carla Santiago

Novembro Azul: Conheça os 5 eixos que sustentam a Política Nacional de Atenção Integral ao Homem


Foto: Divulgação

Novembro representa o mês de conscientização quanto à saúde do homem. O foco da campanha é a prevenção ao câncer de próstata, contudo o incentivo ao cuidado geral com a saúde masculina vem sendo incentivado ao longo dos anos. O principal obstáculo a ser combatido ainda é o preconceito e a vergonha masculina de ir ao médico e realizar exames periódicos. Durante todo o mês, assim como no Outubro Rosa, as instituições públicas e monumentos históricos ficam iluminados com a cor azul, tendo como objetivo chamar a atenção para o movimento global em prol da saúde do homem.


Além do câncer de próstata, saúde mental, infecções sexualmente transmissíveis, doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, são problemas que devem ser combatidos e investigados pela população masculina.


Em 2008, foi implantada no Brasil a Política Nacional de Atenção Integral ao Homem (PNAISH), ligada à Política Nacional de Atenção Básica do SUS, visando promover ações de saúde para o sexo masculino, de acordo com o seu contexto sociocultural e político-econômico, e se encaixando aos sistemas locais de saúde e tipos de gestão dos Estados e Municípios.


O objetivo geral da PNAISH é ampliar e melhorar o acesso da população masculina adulta, dos 20 aos 59 anos, aos serviços de saúde. Para isso, ela foi desenvolvida a partir de cinco eixos temáticos, que devem ser alcançados para que ela possa se desenvolver por completo. São eles:


  1. Acesso e acolhimento: reorganização das ações de saúde, com práticas inclusivas, que deixem os pacientes confortáveis e os incentive a buscar ajuda médica nos serviços públicos de saúde.

  2. Saúde sexual e reprodutiva: sensibilização de gestores, profissionais de saúde e a população como todo em relação ao reconhecimento dos homens como sujeitos que possuem direitos sexuais e reprodutivos, promovendo o conhecimento sobre os temas e os envolvendo em iniciativas sobre o assunto.

  3. Paternidade e cuidado: promover ações e incentivar os homens a participarem de todas as fases da gestação e das ações de cuidado com seus filhos/suas filhas, salientando o bem-estar e o fortalecimento de vínculos saudáveis entre eles, as crianças e suas famílias. Sensibilizar gestores e profissionais de saúde para que promovam ações que incentivem o tema.

  4. Doenças prevalentes na população masculina: fortalecimento da assistência básica no cuidado com a saúde do homem, o que facilita e garante o acesso e qualidade da atenção e atendimentos necessários para prevenir e combater fatores de risco de doenças e agravos à saúde.

  5. Prevenção de violências e acidentes: desenvolvimento de propostas e ações de conscientização quanto às violências e acidentes, focando na questão do alto índice de envolvimento da população masculina com a violência urbana, principalmente.


A prevenção ainda é o maior método de combate aos males que afetam a saúde do homem. Em relação às mulheres, os homens ainda possuem mais excesso de peso, menor consumo de frutas, legumes e verduras, maior abuso de álcool e cigarro, além de estarem mais expostos a comportamentos de riscos que aumentam a ocorrência de acidentes, violências e doenças infectocontagiosas, como o HIV e a tuberculose, por exemplo.


Manter uma alimentação balanceada, praticar regularmente atividades físicas, bem como evitar a prática do fumo e o consumo de bebidas alcoólicas, por exemplo, são hábitos simples que podem evitar a vulnerabilidade da população masculina aos fatores de risco que afetam a sua saúde.


*Com informações do Ministério da Saúde


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