• Ana Carla Santiago

Câncer de Colo Uterino: especialista explica como se prevenir da doença assintomática



O câncer de colo uterino, ou simplesmente câncer do colo do útero, ainda é uma doença que assombra muitas mulheres. Segundo dados o Instituto Nacional de Câncer (INCA), foram estimados mais de 16 mil novos casos da doença no Brasil para o biênio 2018-2019. Apesar do avanço tecnológico em exames preventivos, a taxa de casos ainda é considerada bastante alta.


O problema consiste em alterações nas células do colo do útero, causadas principalmente pelo Papilomavírus Humano (HPV) e seus subtipos oncogênicos. O HPV modifica o DNA das células, causando uma multiplicação desordenada delas. A ginecologista e obstetra Marycellia Bezerra, que atua no Hospital Agamenon Magalhães, explica que o câncer é assintomático na sua fase inicial, e é por isso que poucas pacientes procuram ajuda nesse período. Com o avançar da doença, a paciente pode se queixar de secreção vaginal amarelada com mau cheiro, sangramento após a relação sexual, sangramento vaginal frequente, presença de sangue na urina e dor pélvica.


De acordo com a Marycellia, a doença pode se manifestar em torno dos 30 anos de idade e a sua incidência aumenta em mulheres que tenham mais de 50 anos. Quanto ao diagnóstico, este é realizado pelo exame ginecológico Citologia Oncótica, o famoso “exame do preventivo” ou “Papanicolau”. “Em caso de confirmação do câncer pela Citologia, faz-se necessário a realização da biópsia da lesão guiada pelo exame de colposcopia”, explica.


Apesar de perigosa, a doença pode ser tratada. A ginecologista diz que as possibilidades de tratamento estão relacionadas ao tipo de lesão e grau de invasão que a paciente apresente, devendo ser avaliado cada caso. “Pode-se fazer apenas a retirada da lesão, a retirada de parte do colo em forma de cone, o que chamamos de conização, ou a retirada de todo o colo do útero. Cada caso deverá ser avaliado individualmente”, pontua a especialista.


Para evitar o câncer de colo uterino, as mulheres devem estar atentas a todas as formas de prevenção e cuidado com a saúde. Marycellia reforça a visita regular ao ginecologista e a realização de exames de rastreio, o Papanicolau. “Além disso, é preciso a realização de ações educativas, como o incentivo ao uso de camisinha, à vacinação de meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, assim como facilitar o acesso da população ao tratamento de lesões subclínicas”, finaliza.


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