• Ana Carla Santiago

Disfunção Temporomandibular acomete 30% da população mundial



As disfunções temporomandibulares (DTM) são um conjunto de desordens que envolvem a articulação temporomandibular (ATM), músculos da mastigação e estruturas associadas. São a segunda maior causa de dor na face, logo depois das dores de dente. Muitas pessoas confundem o problema com o bruxismo, por apresentarem sintomas semelhantes, entretanto eles possuem origens diferentes. Dor na região dos músculos da mastigação e na ATM (bochechas e à frente da orelha), que podem ser pioradas com o movimento excessivo, limitando a abertura e fechamento da boca é o principal sintoma da DTM.


De acordo com a cirurgiã-dentista Tatiana Prosini, que atua na área de Disfunção Temporomandibular, as DTMs têm uma origem multifatorial e podem ser agravadas por vários fatores, incluindo estresse e má qualidade de vida. “É necessário analisar a interação das áreas biológica, psicológica e social de cada paciente em busca de um fator agravante. O processo para o diagnóstico é complementado pela palpação, sinais de inflamação, auxiliados por exames de imagem”, explica.


Em média, 30% da população global são acometidas pela disfunção temporomandibular. As mulheres apresentam mais o problema do que os homens, principalmente entre os 20 e 40 anos. Tatiana diz que pacientes que sofreram algum trauma na região da face estão mais propensos ao problema, assim como pessoas que apresentam fatores anatômicos específicos e sistêmicos, como artrite reumatóide e hipermobilidade. “Indivíduos que praticam hábitos parafuncionais constantemente, como morder caneta e mastigar chiclete, por exemplo, também podem ser acometidos pela DTM. Fatores genéticos também podem estar envolvidos na questão”, complementa.


Conforme explicação de cirurgiã dentista, as possibilidades de tratamento variam bastante, já que a DTM abrange muitas condições encontradas na face. Pode ir desde situações preventivas, como manutenção da qualidade de vida e exclusão de controle de hábitos parafuncionais, até tratamentos mais complexos, com o uso de medicações e atuações de equipe multidisciplinar, com fisioterapeutas, psicólogos e médicos. “O uso de dispositivos interoclusais (placas) tem se tornado muito comum, com indicações e variações para cada condição específica. Contudo, a análise da condição biopsicossocial do paciente é essencial para a escolha do tratamento”, pontua.


A melhor prevenção, segundo a Tatiana, é estar sempre atento à condição de saúde geral e evitar fatores que possam perpetuar ou agravar o problema. A pessoa deve estar atenta, principalmente, aos hábitos parafuncionais, que geralmente são realizados de forma automática, prezar por uma alimentação nutritiva e praticar exercícios físicos regularmente.


Outras dicas são evitar consumir alimentos em grandes pedaços, que forçam a musculatura e a articulação, e não dormir com a mão no rosto ou passar o dia com o queixo apoiado na mão durante o repouso. “Caso alguém tenha notado que você masca chiclete demais, que seu rosto está tenso ou que você tem um forte hábito de roer canetas, por exemplo, está mais do que na hora de ficar atento”, alerta a profissional.


#DisfunçãoTemporomandibular #DTM #articulaçãotemporomandibular #SaúdeBucal

Artigo02.png
WhatsApp Image 2020-10-07 at 11.28.55.jp
Banner01.png
Arquivo

Copyright © 2018 Saúde e Bem Estar