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  • Cristiane Sales

Câncer de Próstata: Prevenção e fatores de risco



Acaba o outubro rosa e inicia o novembro azul... Campanhas como essas são importantes para a conscientização da população sobre a detecção precoce do câncer (de mama e próstata respectivamente), mas também devem ser aproveitadas para uma maior disseminação de informação sobre estratégias individuais de mudança de estilo de vida a fim de prevenir estes tumores.


O câncer de próstata é o segundo tumor maligno mais frequentemente diagnosticado em homens. Dados da Organização Mundial de Saúde estimam uma incidência de 1.200.000 novos casos e mais de 350.000 mortes relacionadas a esta neoplasia no ano de 2018 em todo o mundo.

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam-se 68.220 casos novos de câncer de próstata para cada ano do biênio 2018 – 2019.


Os principais fatores de risco para o desenvolvimento desta neoplasia são: idade avançada, raça negra, história familiar de câncer de próstata, dieta rica em gorduras e pobre em vegetais, tabagismo, obesidade e sedentarismo.


Mas qual a evidência científica que temos em 2019 de medidas que podem reduzir o risco de desenvolvimento deste câncer?


Quanto à dieta, sabe-se através de estudos populacionais, que um maior consumo de brócolis e couve flor reduz o risco de câncer de próstata em estágios mais avançados. Além disso, o consumo de tomate (rico em licopeno) parece reduzir o risco de desenvolver câncer de próstata e também o risco de morte por esta neoplasia. O consumo de café na dieta também se mostrou benéfico na redução do risco deste diagnóstico, sendo o benefício proporcional à quantidade de café ingerida na população estudada.


Nenhum estudo com uso de suplementos multivitamínicos mostrou benefício desta estratégia na redução do risco de câncer de próstata. Na verdade, alguns estudos mostraram inclusive um aumento no diagnóstico deste tumor na forma mais agressiva com o uso dessa suplementação como, por exemplo, de vitamina E.


A prática de exercícios físicos, principalmente por idosos, está associada a uma proteção no desenvolvimento de câncer de próstata avançado e também a uma menor chance de morte por este tumor (risco cerca de 70% menor quando comparado a idosos sedentários).


Alguns medicamentos como finasterida e dutasterida já demonstraram reduzir o risco de desenvolvimento de neoplasia prostática, porém ainda sem impacto na redução de mortalidade por esta doença. Outros medicamentos como aspirina, metformina e sinvastatina mostraram redução no risco em alguns estudos, porém, não em outros.


Para os fatores de risco não modificáveis como idade, raça e história familiar, é importante sempre discutir individualmente o risco desta doença a fim de programar o rastreamento e detecção precoce por meio de exames como PSA e toque retal. No entanto, em pesquisa realizada em 2015 no Brasil, apenas 33% dos pacientes com câncer de próstata tinham começado a fazer acompanhamento com urologista aos 50 anos.


Além disso, uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo, com 2400 homens acima de 45 anos, em 8 capitais do país, apontou que 49% dos entrevistados nunca fizeram um exame de toque retal.


Vamos, portanto, fazer nossa parte na redução do risco do câncer de próstata! Cessar tabagismo e etilismo, manter uma dieta saudável, praticar exercícios físicos, controlar a obesidade e visita regular ao urologista. Afinal, na luta contra o câncer, conhecimento é poder.



*Os artigos publicados no Site Saúde e Bem Estar são escritos por especialistas convidados pelo domínio notável na área de saúde. As publicações são de inteira responsabilidade dos autores, assim como todos os comentários feitos pelos leitores/internautas.

#câncerdepróstata #PSA #Prevenção #NovembroAzul

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