• Ana Carla Santiago

AVC: mal súbito que pode deixar graves sequelas



O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais doenças cardiovasculares que vem afetando muitas pessoas nos últimos tempos. É um acometimento súbito, geralmente inesperado, de algum sinal neurológico decorrente de problemas na circulação ou nos vasos sanguíneos, nas artérias e arteríolas que levam o sangue para o cérebro. Considera-se um “acidente” justamente por ser algo inesperado, que deixa graves sequelas, como a perda da fala, da força muscular ou da visão, por exemplo.


Neurologista do Hospital da Restauração e do Hospital Getúlio Vargas, Felipe César Andrade explica que o AVC causa diversos sintomas no paciente, dependendo da área afetada do cérebro. Pode haver ou não dor de cabeça e não há sinais premonitórios, já que ocorre de maneira súbita. Tais sintomas podem ser discretos ou até mesmo muito graves, com presença de vômitos ou sonolência. “Pode haver perda na força de um lado do corpo, alteração na linguagem, desequilíbrio ou perda do chamado campo visual até o estado de coma”, complementa o médico. Andrade explica que a confirmação do AVC depende da avaliação de um neurologista, sendo necessária a realização de exames como tomografia ou ressonância de crânio.


De acordo com o neurologista, as pessoas mais afetadas são idosos, fumantes, hipertensos, diabéticos, cardiopatas, quem possui dislipidemia (índices de colesterol e triglicerídeos altos no sangue) e pessoas com histórico familiar de AVC. De acordo com dados do Ministério da Saúde, infarto e AVC representam mais de 30% dos óbitos registrados no Brasil.


Em caso de suspeita do problema, o paciente deve ser levado imediatamente a uma UPA ou emergência neurológica. Andrade diz que, de acordo com alguns critérios, até quatro horas e meia do início dos sintomas é possível realizar uma trombolise e reverter parte do quadro. “Nas primeiras 24h-48h, os indivíduos acometidos por AVC devem ser tratados em UTI e, a seguir, iniciar o tratamento no hospital com fisioterapia e fonoterapia. O tratamento medicamentoso pode ser feito com uso de AAS infantil ou com Clopidogrel. Cabe ao neurologista definir o que é melhor para o paciente”, complementa.


A prevenção primária pode ser feita por meio de hábitos saudáveis. Deixar de fumar, controlar a hipertensão e diabetes, alimentar-se de forma equilibrada e praticar atividades físicas regulares são algumas formas de prevenção. Além, claro, da visita regular ao médico especialista. Já para pessoas que já foram afetadas pelo problema, Felipe César Andrade diz que a prevenção, para evitar outro AVC, se dá pelo uso contínuo de medicamentos antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes orais, dependendo da avaliação médica para cada caso.



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