• Ana Carla Santiago

Primeira Infância: como proteger as crianças contra violência física e psicológica



As primeiras etapas da vida de uma criança podem ser determinantes quanto ao seu futuro social e psicológico. A chamada primeira infância, que vai desde o nascimento até os 6 anos de idade, é um período marcante para todos os indivíduos quando o assunto é a sua formação enquanto cidadão voltado para as convivência social e cultura da paz. Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância dessa fase, foi instituída no Brasil a Semana Nacional de Prevenção da Violência na Primeira Infância, por meio da aprovação da Lei 11.523/07.


Proteger as crianças é uma responsabilidade geral, visto que é na primeira fase da vida que se formam as emoções e características básicas que serão refletidas no futuro adulto. O cuidado deve ser abrangente e avançar os limites da violência física e psicológica: é preciso que haja investimentos na educação básica, combate à desnutrição infantil e maior atenção aos cuidados médicos com as crianças. Em estudo recente, a Unesco revelou que serviços para a Primeira Infância no Brasil ainda estão em déficit, principalmente quando tratamos de educação e acolhimento com crianças em situações de vulnerabilidade.


De acordo com a assistente social Claudicéa Cavalcanti, crianças expostas a maus-tratos na primeira fase de crescimento estão mais propensas a serem vítimas de diversos tipos de violência durante a vida e de se tornarem mais agressivas. “Esses são fatores que podem influenciar bastante no comportamento das crianças. Para evitar essa situação, é preciso que a criança seja criada com afeto, livre de abuso e negligência”, explica.


Existem atualmente no país diversas políticas públicas de combate à violência na infância. Entretanto, ainda falta fiscalização e maior incentivo para o cumprimento mais efetivo das metas estabelecidas, que devem estar de acordo com o contexto social, econômico e cultural de cada município e estado. “Além do social, as ações devem ser integrativas com outros aspectos da criança, como o familiar, o escolar e o econômico. É preciso também oferecer apoio a famílias vulneráveis, analisando seus contextos e em quais grupos e locais estão inseridos, para que a proteção das crianças seja realmente efetiva, pois muitas vezes o problema começa dentro de casa”, salienta Claudicéa.


É preciso estar atento aos diferentes tipos de violência causadas na Primeira Infância para, assim, poder combatê-las. A física, a psicológica (agressão verbal, humilhação, ameaça, rejeição, desrespeito, discriminação), a negligência (falta de cuidado quanto às necessidades próprias da idade) e a sexual (exploração sexual, pornografia infantil, estupro e atos libidinosos).

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