• Ana Carla Santiago

Combate à fome e incentivo à alimentação adequada são metas da campanha do Dia Mundial da Alimentaçã


Em 2018, mais de 821 milhões de pessoas passaram fome no mundo e cerca de 2 bilhões de indivíduos não tinham acesso regular a alimentos nutritivos, suficientes e que não causem danos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).


Qual a importância da alimentação para o mundo e para as pessoas? Existem muitas: a primeira é que a alimentação é o nosso meio principal de subsistência, ou seja, não sobrevivemos sem ela. Além disso, ingerir comidas saudáveis e ter uma rotina alimentar balanceada é o ideal para manter a qualidade de vida, por exemplo, já que a maioria dos nutrientes que o nosso corpo necessita vem desses tipos de alimentos.


Para incentivar o debate sobre a alimentação, países membros da 20ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura estabeleceram, em 1979, o Dia Mundial da Alimentação, comemorado sempre no dia 16 de outubro. A data também marca o dia da fundação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).


O objetivo é estimular a reflexão não apenas sobre a nutrição saudável, mas também acerca de um dos maiores problemas ainda enfrentado em todo o mundo: a fome. O acesso a uma alimentação de qualidade também é um ponto reforçado pela data em questão. De acordo com o relatório “O estado da segurança alimentar e da nutrição do Mundo”, da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2018, mais de 821 milhões de pessoas passaram fome no mundo e cerca de 2 bilhões de indivíduos não tinham acesso regular a alimentos nutritivos, suficientes e que não causem danos. Dados preocupantes e que, infelizmente, têm tendência a crescer.


O tema da campanha deste ano é “Dietas saudáveis para um mundo de #fomezero”, englobando os dois pontos principais do movimento: o combate à fome e o incentivo a uma alimentação adequada. A partir de uma alimentação mais diversificada e nutritiva, impactos poderão ser sentidos em diversos aspectos da nossa sociedade, começando pela saúde da população. Contudo, é preciso que, além de haver mudanças nos hábitos alimentares das pessoas, políticas públicas sejam implementadas para incentivar essa transformação social.


Enquanto milhares de pessoas passam fome no mundo, mais de 13% da população mundial sofria com a obesidade até 2016, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o equivalente a 672 milhões de pessoas.


Segundo Rafael Zavala, representante da FAO no Brasil, reinventar a cultura alimentar em todas as etapas é uma questão urgente em uma realidade em que a má nutrição é um dos maiores problemas do mundo contemporâneo. “A transição para uma alimentação e agricultura mais sustentáveis beneficia não somente as dietas, mas também os ecossistemas e a economia, além de influenciar na erradicação da pobreza e no desenvolvimento sustentável do planeta”, opina Zavala.


Quanto ao consumo de alimentos saudáveis, vale investir em frutas, verduras e nos alimentos mais leves que facilitam a digestão e a absorção dos nutrientes pelo nosso corpo. Evitar fast foods, alimentos gordurosos, industrializados e o excesso de proteína são passos importantes para manter uma dieta saudável. Outro ponto importante, segundo a nutricionista Ana Karla Ferrer, que atua no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, é fazer do momento das refeições um ato sagrado e prazeroso. “Assim evitamos, também, o estresse e aproveitamos melhor cada alimentação”, comenta.


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