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  • Cristiane Sales

Pentavalente: Ministério da Saúde estuda estratégias para produção nacional


Foto: SVS/MS

Em reunião com os principais laboratórios públicos do país, o Ministério da Saúde busca medida sustentável para garantir o abastecimento da vacina no SUS


O Ministério da Saúde se reuniu, nesta segunda-feira (14/10), em Brasília, com representantes de laboratórios públicos nacionais com objetivo de traçar estratégias para produção nacional da vacina pentavalente. Atualmente, o Brasil não produz a vacina e compra de laboratórios internacionais. O objetivo é buscar uma medida sustentável para garantir o abastecimento da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) e manter a população protegida contra doenças.


Durante a reunião, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, ouviu técnicos dos laboratórios públicos Butantan, Bio-Manguinhos, Tecpar e Fiocruz e propôs ideias diante do problema da escassez de fornecedores internacionais para aquisição de vacina. De acordo com Wanderson de Oliveira, é preciso automatizar a cadeia produtiva brasileira de soros e vacinas para que haja autonomia, sustentabilidade e construir uma política de planejamento, expansão e monitoramento. “Um parque produtor forte representa um país forte. É necessário buscar medidas sustentáveis para garantir a oferta de vacinas no SUS e proteger a população contra doenças que podem ser evitadas com efetiva imunização”, destacou.


A pasta trabalha na regularização da distribuição da vacina pentavalente que previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B. Neste mês, foi possível antecipar o cronograma de distribuição do imunobiológico. De um total de 800 mil doses previstas para regularizar a distribuição nacional, a pasta já enviou metade, ou seja, 440 mil, no início de outubro e a outra metade está prevista para ser enviada no final do mês. A expectativa é que a partir de novembro, o Ministério da Saúde consiga regularizar a distribuição aos estados.


O sistema de vigilância em saúde monitora continuamente os estoques de vacinas, investiga o quantitativo distribuído aos estados e planeja, neste momento, o reabastecimento dos estoques de rotina, extra-rotina e emergência.


Vale lembrar que a remessa de vacina Pentavalente, adquirida por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), foi reprovada em teste de qualidade feito pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por este motivo, as compras com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, foram interrompidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que pré-qualifica os laboratórios.



SAIBA MAIS SOBRE A VACINA PENTAVALENTE


O QUE É A VACINA PENTAVALENTE?


A vacina pentavalente é a combinação de cinco vacinas individuais em uma. O objetivo é proteger as pessoas contra múltiplas doenças ao mesmo tempo. Desde 2012, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, oferta a vacina pentavalente na rotina do Calendário Nacional de Vacinação.


As crianças devem tomar três doses da vacina: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de vida.


QUAIS DOENÇAS A VACINA PENTAVALENTE PROTEGE?


A vacina pentavalente garante a proteção contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b, responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta.


Para ofertar a pentavalente no calendário de vacinação do SUS, o Brasil compra a vacina via Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma vez que não existe laboratório produtor no país.


QUEM DEVE TOMAR A VACINA PENTAVALENTE?


A vacina pentavalente é aplicada nas crianças aos 2, 4 e 6 meses de idade. Os reforços e/ou complementações em crianças a partir de 1 ano são realizados com a vacina adsorvida difteria, tétano e pertússis (DTP).


IMPORTANTE: É importante sempre seguir o Calendário Nacional de Vacinação. Ao todo, são disponibilizadas 19 vacinas para mais de 20 doenças para todas as faixas etárias.

A VACINA PENTAVALENTE PODE CAUSAR REAÇÕES?


A vacina pentavalente pode provocar algumas reações, geralmente entre as primeiras 48 a 72 horas após a aplicação. Na maioria das vezes são reações leves, que passam rápido e não deixam sequelas.


As principais reações são febre, irritabilidade e dores locais.

COMO ESTÁ O ABASTECIMENTO DA PENTAVALENTE NO BRASIL?


O Brasil demanda, atualmente, 800 mil doses mensais da vacina pentavalente, mas o abastecimento está parcialmente suspenso desde julho de 2019 porque os lotes foram reprovados no teste de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).


O Ministério da Saúde solicitou a reposição do fornecimento à Opas. No entanto, não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo. A compra de 6,6 milhões de doses começou a chegar de forma escalonada em agosto no Brasil. A previsão é que o abastecimento volte à normalidade a partir de novembro. Quando os estoques forem normalizados, o Sistema Único de Saúde (SUS) fará uma busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade entre os meses de agosto e novembro para vaciná-las.


IMPORTANTE: O Ministério da Saúde reforça que não há situação de emergência no país para as doenças cobertas pela pentavalente. Os estoques atuais da vacina são suficientes para atender a população.


QUAIS OS CUIDADOS DEVEMOS TER AO TOMAR A VACINA PENTAVALENTE?


Ao sentir febre média ou alta: é recomendado adiar a vacinação até a melhora dos sintomas para não se atribuir à vacina as manifestações da doença.


Crianças com riscos de hemorragias (hemofilia, trombocitopenia, uso de anticoagulantes, outros distúrbios de coagulação): pode ser utilizado via subcutânea.


QUEM NÃO PODE TOMAR A VACINA PENTAVALENTE?


Crianças com 7 anos ou mais de idade.


Após reações em dose anterior, como moleza e palidez nas primeiras 48 horas, convulsões nas primeiras 72 horas, reações alérgicas nas primeiras duas horas e encefalopatia aguda nos primeiros sete dias após a vacinação.


Fonte: Ministério da Saúde

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