• Ana Carla Santiago

Obesidade: 13 em cada 100 casos de câncer no Brasil são atribuídos ao sobrepeso e à obesidade


O excesso de peso corporal está associado ao risco de desenvolver 13 tipos de câncer, em média, entre eles de fígado, estômago, pâncreas, intestino e rins.


O dia 11 de outubro é marcado pelo Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, um dos principais problemas de saúde que atinge milhares de pessoas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é considerada um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. O objetivo da data é realizar campanhas de prevenção voltadas, principalmente, para crianças - já que é um grupo de risco bastante atingido pelo problema - e suas famílias.


A obesidade acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético realizado pelo corpo. Ou seja, o acúmulo de gordura no corpo é superior àquela utilizada pelo organismo para a sua manutenção e realização de atividades corriqueiras. Ela também pode ser genética: o risco aumenta consideravelmente quando há histórico de obesidade na família do paciente. Uma doença crônica que tende a piorar com o passar dos anos caso o diagnóstico não seja precoce e o tratamento, adequado.


Além disso, o problema pode ser a porta de entrada para outras doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e até alguns tipos de câncer. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 13 em cada 100 casos de câncer no Brasil são atribuídos ao sobrepeso e à obesidade. O excesso de peso corporal está associado ao risco de desenvolver 13 tipos de câncer, em média, entre eles de estômago, pâncreas, fígado, intestino e rins.


De acordo com Fábio Moura, cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado do Real Instituto de Cirurgia Oncológica, o sedentarismo e a alimentação baseada em fast foods e alimentos industrializados com baixo teor nutritivo contribuem bastante para o aumento da obesidade. “Outro ponto que podemos destacar é o fator emocional, que também influencia na questão da obesidade”, explica o cirurgião.


O diagnóstico pode ser feito a partir da identificação do excesso de peso, através do índice de massa corporal (IMC). O cálculo é feito dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. O peso considerado normal tem como IMC de 20 a 25; já o sobrepeso, IMC de 25 a 30. Caso o IMC tenha resultado maior do que 30, já é um indicativo de obesidade.


Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2019, o índice de população obesa no Brasil chegou em 19,8%, depois de passar por uma estabilidade considerável nos últimos três anos (18,9%). O público mais atingido foram os adultos, de 25 a 34 anos (84,2% obesos) e 35 a 44 anos (81,1%), sendo a maioria mulheres.


A prevenção deve ser focada em uma alimentação saudável e práticas regulares de atividades físicas, principalmente na primeira infância. Comidas balanceadas, que possuam vitaminas fibras e outros compostos auxiliam as defesas naturais do corpo e facilitam a digestão. Exercícios físicos ajudam na queima de energia, evitando o acúmulo de gordura no corpo.



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