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  • Ana Carla Santiago

Dificuldade para distinguir cores? Você pode ter daltonismo


Foto: Pixabay

Doença genética é mais prevalente entre os homens


É fato que enxergamos, literalmente, o mundo de formas bem diferentes. Entretanto, confundir as cores já passa a ser um problema e ele tem nome. A dificuldade de distinguir cores como vermelho e verde ou azul e amarelo é um distúrbio de visão chamado daltonismo, que atinge aproximadamente 8,5% da população masculina. Em mulheres, o índice é raro: menos de 1% delas apresentam a condição.


Cientificamente, o daltonismo é uma alteração congênita que ocasiona dificuldade de percepção de cores, causada pela falta da absorção de fótons pelos sensores da retina (cones). A causa é genética e é ligada ao cromossomo X. Ou seja, o indivíduo nasce com essa condição e vai percebendo ao longo da vida. Por isso é raro o transtorno afetar mulheres, pois elas possuam dois cromossomo X e quando recebem de um dos pais o cromossomo com a mutação genética, o outro (que é normal) compensa a alteração. Entretanto, apesar de distinguirem bem as cores, elas ainda são portadoras do gene defeituoso e podem transmiti-lo para os seus filhos.


O diagnóstico é feito em consultórios oftalmológicos através de testes específicos simples, sendo o mais comum deles o Teste de Ishiara. De acordo com o oftalmologista Ermano Melo, que atua na clínica Oftalmax, existem diferentes tipos de daltonismo, dependendo da cor que o indivíduo apresente dificuldade. Caso haja diminuição da percepção do vermelho, o tipo é Protanomalia; do verde, Deuteranomalis; e do azul, Tritanomalia. Se houver total falta de percepção, os tipos já mudam: com o vermelho, se chama Protanopia; com o verde, Deuteronopia; e com o azul, Tritanopia.


O daltonismo não é grave e não leva à perda da acuidade visual, apesar de muitas vezes causar transtornos em diversas situações cotidianas. Ele não evolui, mas também não há maneiras de prevenção, visto que é uma condição hereditária. “Algumas situações também podem causar daltonismo, como lesões neurológicas, tumores cerebrais, traumas oculares, uso de alguns medicamentos, produtos químicos e outros. Porém esses casos são raramente vistos na prática clínica”, explica o especialista.


Segundo Melo, a necessidade de adaptação e aprendizado do paciente deve estar presente ao longo da vida para uma boa convivência com o distúrbio, pois não há cura. “Existem alguns filtros de luz em óculos especiais que podem ajudar o paciente em suas atividades, mas não solucionam completamente o problema”, esclarece o oftalmologista.



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