• Ana Carla Santiago

Dermatite Atópica: especialista explica o que é e como tratar a doença


A enfermidade pode atingir até 20% das crianças e 3% dos adultos


Pele extremamente seca, apresentando placas avermelhadas, ásperas e descamativas. Esses são os principais sintomas da dermatite atópica, doença inflamatória crônica da pele, que faz parte do espectro atópico, relacionado à asma e à rinite, por exemplo. Estima-se que de 10% a 20% das crianças e de 1% a 3% dos adultos apresentem alguma manifestação dessa doença.


A dermatite atópica é causada por vários fatores, como predisposição genética, alteração do sistema imune e quebra da integridade da barreira cutânea. A doença se desenvolve através de um defeito genético que a pele tenha a sua a gordura natural modificada e diminua a sua capacidade de reter água. É daí que surgem as placas avermelhadas, coceiras, e também manchas mais claras do que a cor normal da pele, chamadas de pitiríase alba. As partes do corpo mais acometidas pela doença variam de acordo com a idade, mas as principais áreas são face, dobras dos cotovelos e dobras posteriores dos joelhos.


De acordo com a dermatologista Andrea Nóbrega, que atua na clínica Medical Derma, os sintomas podem surgir a partir dos 3 ou 6 meses de idade, e conforme a criança entre na puberdade, pode haver uma melhora no quadro clínico. “Existe uma melhora à medida que a criança cresce. Na puberdade, principalmente, onde existe um estímulo hormonal para aumentar a produção do sebum (gordura natural) da pele”, explica a dermatologista. O diagnóstico é clínico, mas, em alguns casos mais graves, pode ser necessário realizar uma biópsia da pele.


Segundo Andrea, o tratamento varia de acordo com a severidade da doença, mas a principal solução é a hidratação da pele com substâncias emolientes, umectantes e oclusivas que estão presentes nos hidratantes comercializados no mercado. “Existem ainda vários tratamentos tópicos com cremes de corticóides, substâncias imunomoduladoras, probióticos orais e tópicos, fototerapia e, algumas vezes, medicamentos orais. Deve-se sempre procurar um dermatologista para que seja indicado o mais adequado a cada paciente”, diz a especialista.


O principal cuidado para evitar que a dermatite atópica se agrave deve ser a hidratação. Procurar se alimentar de maneira mais saudável e com menos produtos industrializados também é uma das formas de impedir a progressão da doença. “É recomendável, também, utilizar substâncias mais suaves na limpeza da pele do paciente, assim como evitar banhos muito quentes”, complementa a dermatologista.


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