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  • Ana Carla Santiago

Suicídio: Vamos falar sobre isso?


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Suicídio ainda é considerado um enorme tabu na nossa sociedade. Apesar do aumento das discussões acerca do tema, inclusive entre produções audiovisuais e fonográficas nos últimos anos, o assunto ainda tende a ser evitado. Infelizmente, milhares de pessoas cometem suicídio todo ano. No Brasil, segundo dados recentes do Ministério da Saúde, 11 mil pessoas tiram a própria vida anualmente. O aumento de casos de suicídios cresceu entre os mais jovens e as pessoas do sexo masculino. Dados preocupantes, que trazem uma grande dúvida: como prevenir o suicídio e diminuir esse índice?


Mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e transtornos de humor. A depressão tem destaque nesses casos. Alcoolismo, esquizofrenia e transtornos de personalidade também são fatores de risco. São doenças que possuem tratamento, e se avaliadas logo, com o acompanhamento médico correto, muitos atos suicidas podem ser evitados. Mas causas externas também podem influenciar, como problemas financeiros e exposição a substâncias tóxicas.


Além disso, existem características que podem ajudar a perceber se uma pessoa tem tendência ao suicídio. Geralmente é verbalizado o sentimento de culpa, de pecado e de fracasso; a baixa autoestima; o pessimismo excessivo; a inferioridade; a autorrecriminação; e o sentimento de inutilidade e desesperança. Gestos também são alertas importantes: caso a pessoa demonstre que não tem mais vontade de viver ou uma vontade explícita de morrer, é melhor ficar atento (a).


Tendências suicidas podem se desenvolver em qualquer pessoa, independente da idade, sexo e classe social. Entretanto, pesquisas mostram que, no Brasil, a taxa de mortalidade por suicídio é de 2,4 mulheres a cada 100 mil, enquanto os homens têm um salto de 9,2. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) revelou que, entre 2006 e 2015, o número de suicídio entre adolescentes brasileiros cresceu em 24%, principalmente entre os garotos.


Apesar de muito individual, o tratamento para pacientes com riscos de suicídio existe e é muito importante. Acompanhamentos devem ser realizados por profissionais especialistas, como psiquiatras e psicólogos, e, caso necessário, pode-se investir no tratamento com remédios controlados. Antes de tudo, o profissional médico deve analisar aspectos de doenças psiquiátricas e problemas psicológicos, assim como a personalidade do paciente.


A prevenção ao suicídio é possível, apesar de ser considerada difícil. De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS Brasil), há uma série de medidas que podem ser tomadas pela população, em conjunto, e individualmente, como por exemplo: exigir uma cobertura midiática responsável sobre suicídio; introduzir políticas para reduzir o uso nocivo do álcool; formação de trabalhadores não especializados para que avaliem e gerenciem comportamentos suicidas; acompanhamento de pessoas que tentaram suicídio e prestação de apoio comunitário; etc. Campanhas realizadas pela internet também são ferramentas de apoio e dão visibilidade à causa, como é o caso do Setembro Amarelo.


Ainda há o Centro de Valorização da Vida (CVV), que realiza apoio emocional e prevenção ao suicídio, atendendo de forma gratuita e voluntária pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, email e chat 24h. Basta ligar para o número 188 ou acessar: https://www.cvv.org.br/.


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