• Cristiane Sales

Combate ao Fumo: os riscos do narguilé e do cigarro eletrônico


Os malefícios do tabaco já são bastante conhecidos da população. A substância, presente em cigarros, pode levar ao surgimento de câncer de pulmão e outras doenças como infarto, bronquite crônica e enfisema pulmonar, além de derrame cerebral. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Porém, algumas pessoas estão adquirindo novos hábitos que também são prejudiciais à saúde, tais como o uso do narguilé e do cigarro eletrônico. O Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado em 29 de agosto, faz um alerta à população sobre os riscos de doenças oriundas do consumo de tabaco. O tema adotado este ano pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) para 2019 foi “Tabaco e saúde pulmonar – o uso do narguilé.”


O narguilé, forma de consumir tabaco popular em países da África e da Ásia, possui a característica de ser utilizado de forma simultânea por várias pessoas, criando um aspecto de socialização. Além disso, o tabaco do narguilé pode ter sabores adocicados e a fumaça exalada tem aroma mais agradável que o cigarro tradicional. Esses fatores atraem principalmente os jovens para o hábito do fumo.


A OMS adverte que uma sessão de narguilé com duração de 20 a 80 minutos equivale à exposição dos componentes tóxicos presentes na fumaça de 100 a 200 cigarros. Como o fumo no narguilé é compartilhado, os fumantes também estão expostos a doenças infecciosas como herpes, hepatites virais e tuberculose.


Outro produto que também tem atraído os jovens é o cigarro eletrônico. Ele tem menor concentração de nicotina, expondo a pessoa a uma quantidade menor de substâncias tóxicas. Mas isso não significa que ele não é maléfico. No cigarro eletrônico, as substâncias são aquecidas, formando uma fumaça que é aspirada pelo usuário, provocando reações químicas nos compostos, tornando-os substâncias potencialmente tóxicas.


Parar de fumar não é fácil, pois trata-se de uma dependência psíquica e química. Por isso, o tratamento deve ser acompanhado por um médico e outros profissionais de saúde. Apenas de 3% a 5% dos pacientes que tentam parar de fumar conseguem fazer sem ajuda médica.


“O primeiro ponto e o mais importante é o paciente estar motivado. O segundo ponto é tratar situações como ansiedade e depressão, que geram estresse e fazem o paciente se alimentar o cigarro como fuga para essas situações de estresse”, explica o cardiologista Marco Antonio Alves, coordenador do setor de cardiologia do Hospital Esperança Recife. O médico acrescenta, ainda, que a prática de atividade física também é fundamental, pois libera dopamina, substância que proporciona prazer ao corpo, substituindo a sensação provocada pelo cigarro.


Os medicamentos também podem ser usados no tratamento do tabagismo. O paciente deve ser acompanhando por uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais como psicólogo, nutricionista e professor de educação física. "Há medicamentos como adesivos e chicletes de nicotina, que podem ser usados como terapia adicional ao uso de comprimidos, sempre com orientação médica", acrescenta Marco Antonio Alves.


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