• Cristiane Sales

Especialista alerta para o cuidado com a saúde digestiva


Doenças como câncer colorretal e de estômago, refluxo, gastrite, diverticulites e parasitoses estão entre as mais frequentes


Em todo o mundo, quatro dos sete tipos mais comuns de câncer estão ligados ao sistema digestivo, segundo dados da Organização Mundial de Gastroenterologia (WGO, sigla em inglês). Essa alta incidência foi o motivo pelo qual a entidade escolheu para a campanha de 2019 do Dia Mundial da Saúde Digestiva o tema “Diagnóstico precoce e tratamento do câncer gastrointestinal.” A data é lembrada em 29 de maio.


A prevenção do câncer colorretal está ligada à saúde digestiva, pois a prevenção e o diagnóstico precoce são feitos através do exame de colonoscopia. “Não é todo mundo que faz a prevenção regularmente e, por conta disso, é comum chegar ao consultório com a doença em estágio avançado”, alerta o cirurgião geral e do aparelho digestivo, Marconi Meira, do Hospital Memorial São José. É recomendável realizar o exame periodicamente a partir dos 50 anos, caso não haja casos da doença na família. Nesses casos, a prevenção deve ser iniciada antes, com orientação médica. Dados do Instituto Nacional do Câncer mostram que cerca de 36 mil pessoas apresentaram a doença no ano de 2018 no Brasil.


Outra doença maligna relacionada ao aparelho digestivo é o câncer de estômago. Segundo o INCA, estima-se que 21 mil pessoas foram afetadas pela doença no Brasil em 2018. Entre os principais fatores de risco estão obesidade, consumo de álcool, consumo excessivo de sal e alimentos salgados, tabagismo, doenças pré-existentes, como gastrite atrófica e metaplasia intestinal e infecções pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori) e exposição a produtos como nitrato, radiação ionizante, agrotóxicos e outros compostos químicos. A principal forma de se diagnosticar a doença é através do exame de endoscopia. Pacientes com pré-disposição devem ficar atentos a sintomas como como perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente. Deve-se sempre procurar orientação médica, pois esses também são sintomas de doenças como úlcera e gastrite.


Outras doenças mais frequentes também estão ligadas à saúde digestiva, tais como refluxo, azia, gastrite, diverticulites, síndrome do intestino irritável e parasitoses intestinais.


Estima-se que 10% da população queixa-se de refluxo. Entre os principais sintomas, estão a queimação na região atrás do peito e a sensação do refluir do conteúdo do estomago para o esôfago. “É comum após o paciente se deitar logo após se alimentar. Pode haver até uma aspiração do conteúdo do estômago para os pulmões, levando a um quadro de pneumonia”, explica Marconi Meira. O tratamento pode ser feito com uma dieta equilibrada, mudanças de hábitos de vida e medicamentos.


Mas se o paciente sente azia esporadicamente, após a ingestão de algum alimento específico, ou após um período de festas e de excessos alimentares, não significa que ele tenha a doença. Pode ser apenas um episódio pontual. “O importante é que, ao sentir os sintomas, o paciente procure um médico e evite a automedicação”, acrescenta Marconi Meira.


As doenças da vesícula também estão ligadas ao sistema digestivo. “O mais relevante é o paciente que tem dor que vem logo após uma alimentação rica em gordura e fritura, que se estimula a contração da vesícula. Se tiver pedras na vesícula, estimula a dor”, explica o cirurgião. Os cálculos de vesícula são provocados pelo aumento de colesterol da bile associado a uma vesícula que não tem o esvaziamento normal. Ou seja, ocorre uma alteração fisiológica, que permite que o resíduo de bile fica mais concentrado e facilita a formação de micro cálculos no órgão.


A diverticulite, a formação de pequenos sacos na parede do intestino, também precisa de atenção. Trata-se de uma doença benigna, mas que pode ter um desdobramento complexo, com tratamento cirúrgico. “É uma doença que incomoda muito os pacientes por conta da periodicidade com que ocorre. Assim, podem ser submetidos a cirurgias para retirada”, explica Marconi Meira. Os principais sintomas são dores fortes no lado esquerdo do abdome, logo abaixo do umbigo, desconforto, alteração na atividade intestinal e febre.

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