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  • Cristiane Sales

Pesquisadores da UFRPE fazem pesquisa sobre a toxoplasmose em Fernando de Noronha


Foto: Ricardo Araújo/ICMBio

Pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) estão em Fernando de Noronha para conclusão da terceira fase de uma pesquisa sobre a toxoplasmose (doença transmitida por gato). Ativa desde 2015, o objetivo desta vez é aplicar um questionário aos moradores da ilha e coletar amostras de humanos, para saber quem tem a doença, que é silenciosa. “Nas primeiras etapas nos estudamos a infecção em animais, e agora vamos estudar a infecção em humanos e a contaminação do ambiente com o agente transmissor da toxoplasmose. Como resultado final deste projeto a gente pretende deixar uma vigilância ativa no arquipélago para que a nós possamos acompanhar os casos que surjam no futuro, tanto em mulheres quanto em homens, para poder facilitar o próprio trabalho da saúde na identificação e prevenção dos casos que é o mais importante”, diz Müller Ribeiro, pesquisador da UFRPE. A toxoplasmose é uma infecção causada por um protozoário chamado “Toxoplasma Gondii”, encontrado nas fezes de gatos e outros felinos, contaminando alimentos e água. A doença é mais perigosa em mulheres gestantes e pessoas com o sistema imunológico debilitado, como explica a pesquisadora Pollyane Raysa. “É importante que a gestante seja acompanhada. Pois quando ela tem o contato durante a gestação é algo alarmante, porque pode ocorrer a transmissão transplacentária do agente, alcançando o feto e ocasionando má formação e outros problemas, como microcefalia e até mesmo o aborto”. Para Carlos Diógenes, gerente de Vigilância em Saúde da ilha, “o trabalho é importante, porque vem produzindo informações preciosas para Fernando de Noronha, não temos como crescer sem a participação da comunidade científica”, diz. As visitas irão acontecer até o dia 26 de maio e serão guiadas pelos agentes comunitários de saúde e a equipe de vigilância epidemiológica. Dandara Guedes, coordenadora de vigilância epidemiológica da ilha, disse que o trabalho será feito em conjunto, para poder atender a população inteira. “Estamos trabalhamos junto com a equipe de atenção básica e os pesquisadores da universidade. Vamos passar de casa em casa para fazermos a coleta do material. Também vai ter uma equipe no Hospital São Lucas preparado para fazer o mesmo trabalho”.


Fonte: Assessoria de Comunicação de Fernando de Noronha

#Toxoplasmose #FernandodeNoronha

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