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  • Cristiane Sales

Serviço de Apoio à Mulher qualifica atendimento à mulher vítima de violência


Foto: Divulgação/SES-PE

Local estará funcionando normalmente, 24 horas por dia, durante os dias de carnaval


Este ano, o Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, sediado no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), completará sua maioridade em junho. O local funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, para acolher e atender a mulher vítima de violência, principalmente sexual, e informa que a equipe multiprofissional estará a postos durante todo o período de carnaval.


“Nossa expectativa é que a mulher possa aproveitar os dias de carnaval da melhor forma possível. Contudo, se, infelizmente, ocorrer uma situação de violência, é importante que ela saiba que o Wilma Lessa está pronto para acolhê-la. O atendimento é sigiloso e levará em conta as necessidades que ela precisa naquele momento de vulnerabilidade”, afirma a gerente do Serviço, a assistente social Mônica Gomes.


A gerente informa que, ao chegar ao Wilma Lessa, de forma espontânea ou encaminhada de algum serviço de saúde ou de proteção, como delegacias, a mulher é acolhida por uma equipe multiprofissional, formada por assistentes sociais, médicos, enfermeiros e psicólogos, que colocarão em prática o protocolo necessário para cada tipo de ocorrência.


Quando o caso é de violência sexual, ressalta-se a necessidade da mulher se dirigir ao serviço no máximo em até 72 horas após a agressão, conforme preconiza o protocolo de atendimento previsto pelo Ministério da Saúde, que inclui o uso de contraceptivo de emergência, do coquetel profilático para IST/HIV, exames subsequentes e, se necessário, o aborto previsto em lei. Todas as medidas são rigorosamente analisadas pelos médicos e equipe de plantão. O Hospital Agamenon Magalhães é referência no Estado para casos de aborto legal, direito das mulheres vítimas do crime de estupro.


"Nós ainda orientamos o que a mulher pode fazer caso queira denunciar a situação às autoridades policiais. Incentivamos que isso seja feito, para que haja a devida apuração e punição dos agressores, mas lembramos que ela será atendida no Wilma Lessa independentemente disso”, reforça Mônica Gomes.


BALANÇO DE ATENDIMENTO


Em 2018, o Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa realizou 345 atendimentos. Já os retornos para o acompanhamento dos casos totalizaram 1.202. “Estamos conseguindo ampliar o número de retornos, o que reforça que estamos qualificando a assistência e estimulando as mulheres a seguirem o protocolo de até oito meses de acompanhamento no serviço”, ressalta a gerente.


Entre as mulheres acolhidas no Wilma Lessa em 2018, 117 tinham entre 12 a 18 anos, 224 entre 19 a 59 anos e 4 entre 60 a mais. Dos 345 casos, 244 foram de violência sexual, 62 de sexual e física, 29 física, 7 psicológicas e 3 ignoradas. Sobre como elas chegaram ao local: 89 foram demandas espontâneas, 111 encaminhadas de delegacias, 121 de serviços de saúde e 24 de outros serviços de proteção.


REDE


Além do Wilma Lessa, outros serviços de saúde são qualificados para fazer o atendimento integral à mulher vítima de violência. Mas é importante ressaltar que a cidadã pode seguir para qualquer unidade de saúde, que fará o primeiro atendimento e, se necessário, encaminhará para uma referência.


“Nos últimos anos, fizemos várias capacitações com os profissionais que atuam em diversos níveis na área da saúde para alinhar estratégias de atuação, para qualificá-los e torná-los aptos a reconhecer e identificar expressões de violência, sendo fundamentais na articulação dos serviços que, direta ou indiretamente, atendem situações de violência”, afirma a gerente de Atenção à Saúde da Mulher da SES, Letícia Katz. A médica reforça que esse trabalho é indispensável para que se diminua o sofrimento da paciente e para que ela possa receber a assistência cada vez mais perto de casa.


O telefone do Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa é o (81) 3184.1740. Além dele, há outras unidades de referência que realizam o atendimento integral às vítimas de violência sexual. São elas:


I GERES: Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam – Pró-Marias) – Recife; Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) – Recife; Hospital da Mulher do Recife (Centro de Atenção à Mulher Vítima de Violência Sony Santos) – Recife; Hospital Agamenon Magalhães (Serviço de Apoio àMulher Wilma Lessa) – Recife; Policlínica e Maternidade Arnaldo Marques - Recife; Maternidade Bandeira Filho – Recife; Unidade Mista Prof Barros Lima – Recife; Hospital Geral de Camaragibe Aristeu Chaves - Camaragibe.


IV GERES: Hospital Jesus Nazareno – Caruaru.


VII GERES: Hospital Regional Inácio de Sá – Salgueiro.


VIII GERES: Hospital Dom Malan – Petrolina.


XI GERES: Hospital Professor Agamenon Magalhães – Serra Talhada.

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