• Cristiane Sales

Cresce número de casos de dengue e zika em Pernambuco


Aumento é de 62% para dengue e 336% para zika. Chikungunya teve redução de 43%.


Dados epidemiológicos de janeiro a outubro de 2018 apontam que alguns estados apresentam aumento de casos de dengue, zika e chikungunya em comparação com o mesmo período de 2017. Em Pernambuco, até 27 de outubro, o aumento de casos de dengue é de 62%, passando de 7.092 casos em 2017 para 11.537 no mesmo período de 2018. Neste ano, a incidência da dengue é de 121,8 casos/ 100 mil habitantes. Para zika, houve aumento de 336%, passando de 25 casos em 2017 para 109 em 2018, com incidência de 1,2 casos/100 mil habitantes. Já em relação à chikungunya, houve redução de 31%, passando de 1.647 casos em 2017 para 1.136 neste ano, com incidência de 12,0 casos/100 mil habitantes.


O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (13) campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegypti que objetiva mobilizar toda a população sobre a importância de intensificar, neste período que antecede o verão, as ações de prevenção contra o mosquito, que transmite dengue, zika e chikungunya.


Os meses de novembro a maio são considerados epidêmicos para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, porque o calor e as chuvas são condições ideais para a proliferação do mosquito. “É o momento em que todos - União, estado e municípios, e a população em geral - devem ter maior atenção e intensificar os esforços para não deixar a larva do mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.


De acordo com o coordenador, os agentes de endemias utilizam três técnicas simples, que levam cerca de 10 minutos, para vistoriar casas, apartamentos e espaços abertos. “Os agentes de endemias estão nas ruas vistoriando todos os espaços em todo o país. Contudo, a população pode se empoderar também dessas técnicas e se antecipar à visita dos agentes. Durante os meses que antecedem o verão e ao longo de 2019, o Ministério da Saúde vai fazer o alerta contra o mosquito e ensinar, por meio de vídeos tutoriais, entre outros meios, como são essas técnicas. Além dos 60 mil agentes de endemia, a pasta quer contar com os mais de 200 milhões de brasileiros para serem multiplicadores dessas ações”, destaca o coordenador Divino Martins.


Além do lançamento da campanha, está prevista ainda, para o final de novembro, a divulgação do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta utilizada para identificar os locais com focos do mosquito nos municípios. O LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas, os gestores podem identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.


Fonte: Ministério da Saúde

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