• Cristiane Sales

Adenomiose: 1 em cada 10 mulheres podem ter a doença, segundo a OMS


Enfermidade pode causar dor intensa e afeta mulheres que ainda menstruam


A adenomiose é uma doença que pode causar dor pélvica crônica e afeta qualquer mulher que menstrue, independentemente da idade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma de cada 10 mulheres no mundo pode ter a enfermidade. Em alguns casos, pode ser assintomática, mas, quando os sintomas surgem, a dor pode ser bem intensa.


Trata-se de um transtorno decorrente de uma desordem nas glândulas e estroma endometriais, ou seja, quando as células de revestimento do útero (endométrio) estão presentes dentro da musculatura uterina. Não existe uma evidência clara da associação de infertilidade com o transtorno.


Segundo Simone Carvalho, ginecologista e obstetra do Hospital Esperança Recife, os principais sintomas são fluxo menstrual acentuado e cólica menstrual intensa, ocorrendo em 60% e 25% das pacientes respectivamente. A especialista afirma que a incidência ainda não é bem definida e explica quem está mais suscetível a ter o problema.


“A sua incidência não está muita bem estabelecida, visto que seu diagnóstico definitivo é histopatológico após a histerectomia. Genericamente, pode acometer 20% das mulheres, mas incidência de 65% já foi relatada na literatura. As pacientes mais acometidas são aquelas que tiveram mais filhos que as que nunca tiveram. E, por muitas vezes, as pacientes que possuem patologias associadas com mioma uterino e endometriose”, esclarece.


Existe certa dificuldade em diagnosticar a adenomiose, uma vez que seus sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças pélvicas. Em geral, o diagnóstico clínico baseia-se nos sintomas de aumento do fluxo menstrual associado à dor intensa no período menstrual em mulheres com útero aumentado de volume, afastando miomatose uterina e endometriose. Porém, o diagnóstico definitivo só pode ser feito através do histopatológico do útero. Os exames de imagem (ultrassonografia transvaginal e ressonância nuclear magnética da pelve) podem ajudar no diagnóstico.


Ainda não existe uma forma de evitar a doença. Já o tratamento só pode ser realizado em caráter definitivo através da histerectomia. “Contudo, em pacientes jovens, sem prole definida, sintomáticas e que não aceitam a histerectomia, o controle dos sintomas pode ser feito por medicações hormonais ou cirurgias conservadoras”, conclui Simone Carvalho.

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