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  • Rebeka Gonçalves

Blefarite: 1 em cada 5 brasileiros convivem com a doença


Foto: Reprodução

A doença atinge mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde


Olho vermelho, irritado, lacrimejando, coçando e inchado na pálpebra não são apenas sintomas de conjuntivite ou tersol. Com características semelhantes, a blefarite é facilmente confundida com essas doenças oculares, o que atrasa o diagnóstico e prejudica o tratamento. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a blefarite atinge mais de 15 % da população global, ou seja, mais de 1 bilhão de pessoas são afetadas pela inflamação, que atinge mulheres e homens de todas as idades.


A blefarite nada mais é que a inflamação da parte externa das pálpebras. Ela é uma doença não contagiosa, mas que pode levar a sintomas severos como intolerância à lente de contato, fotofobia – aversão à luz e aumento da frequência do piscar. De acordo com Cristiane Amaral, oftalmologista do Centro Médico Ermírio de Moraes, quanto mais cedo for diagnosticada a inflamação, maior sucesso terá o tratamento.


“O diagnóstico é realizado através do exame em lâmpada de fenda no consultório e, dependendo da gravidade, o tratamento pode ser desde a higiene palpebral e compressas mornas, até o uso de antibióticos e corticoides tópicos (colírios ou pomadas) e/ou orais”, explica a especialista.


Os fatores que mais agravam o quadro da doença são as condições ambientais como fumaça, poeira, vento, uso excessivo de lentes de contato, baixa umidade e até a maquiagem. Além das doenças sistêmicas – rosácea, alergia, oleosidade excessiva da pele, e até ácido para uso dermatológico.


“A blefarite prejudica a qualidade da visão e é agravada pela disfunção lacrimal conhecida como olho seco, que afeta um em cada cinco brasileiros. Além disso, em pacientes que serão submetidos à cirurgia refrativa (correção de grau) ou de catarata, a presença da inflamação aumenta em muito o risco de infecção corneana ou intraocular”, alerta Renato Ambrósio, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa (SBCR).


Cristiane Amaral ressalta ainda que os sintomas podem ser melhorados, mas raramente eliminados, por isso a prevenção ainda é uma das melhores alternativas. “Orientamos sempre que o paciente faça uma higiene correta das pálpebras e tratamento de outras patologias – já mencionadas - que facilitam a recorrência ou piora do quadro de blefarite”, conclui a oftalmologista.


Prevenção através da alimentação e cuidados com procedimentos estéticos


A blefarite é comum principalmente em pessoas que ingerem uma quantidade muito grande de chocolate, nozes, castanha e amendoim, logo esses alimentos aumentam a produção de secreção. Mas, outras formas de prevenção também podem ser não coçando os olhos, não compartilhando colírio e nem maquiagem. E, principalmente, retirando a maquiagem antes de dormir.


Se for fazer extensão de cílios procurar clínicas ou salões especializados, pois a técnica é minuciosa e requer cuidado e precisão cirúrgica. E, após o procedimento, a esteticista Isabela Moreira recomenda alguns cuidados como:


- Depois da colocação, não pode molhar os cílios por 12 horas. Depois desse período pode e deve molhar;

- Higienizar bem, todos os dias, mas com muito cuidado para não esfregar os cílios;

- Demaquilantes não são bons. Eles amolecem a cola;

- Não use rímel. Ele vai deixar os cílios pesados e acumular resíduos;

- Nada de curvez;

- E na hora de dormir, cuidado para não pressionar os cílios.

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