• Rebeka Gonçalves

Rinite atinge mais de 20% das crianças e adolescentes


Especialista explica como tratar a doença e melhorar a qualidade de vida


De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 20% das crianças e adolescentes desenvolvem a rinite, que nada mais é que uma inflamação da mucosa nasal – tecido que reveste o nariz internamente, podendo ser alérgica ou não. Entretanto, existem diversos tipos de rinite, como a alérgica, a infecciosa – através de vírus ou bactérias, a não alérgica e não infecciosa, que engloba outras como a rinite do idoso, a rinite hormonal e a rinite ocupacional, segundo estudos da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).


Os sintomas mais frequentes são espirro, coriza, coceira e nariz entupido. Mas outros sinais também podem aparecer como explica o alergologista Luiz Alexandre Ribeiro: “Dependendo da gravidade e tempo da doença, podem ocorrer tosse e sangramentos discretos pelo nariz. O diagnóstico da rinite é basicamente clínico e depende do histórico familiar do paciente, mas em alguns casos são necessários a realização de exames complementares”, elucida.


A rinite pode ser tratada com ou sem medicação. As medidas sem medicamentos são feitas através da higiene nasal e lavagem com soro fisiológico, além de evitar lugares com cheiro forte e fumaça, pois irritam ainda mais a mucosa nasal. No caso da rinite alérgica é bom evitar contato com ácaros, fungos e pelos.


Sobre o tratamento com medicamentos, os mais utilizados são os anti-histamínicos, mais conhecidos como antialérgicos, além dos corticoides tópicos nasais, que são os sprays aplicados no nariz. Nos casos de rinite alérgica, o tratamento pode ser feito através da imunoterapia, ou seja, das vacinas.


A funcionária pública Juliana Braga conta como convive com a rinite: “Desde criança sempre tive nariz entupido, crise de espirro e coceira. E venho cuidando com remédios à base de corticoides, além de cuidados em casa, pois ácaros e fungos faz ela ficar pior, e também mudei a minha alimentação e faço exercícios físicos voltados para a minha respiração três vezes por semana”, relata.


Para se prevenir da rinite, é importante evitar o contato com o alérgeno, que pode estar presente na poeira da casa, camas, travesseiros, cobertores, poluição. Outra forma de prevenção é lavar o nariz com soro frequentemente para reservar a mucosa nasal de possíveis crises.


“A prevenção passa por medidas que ajudam inclusive em outras doenças alérgicas ou não, pois ter hábitos de vida saudáveis, praticar atividade física regular, uma alimentação rica em frutas e verduras, mais contato com a natureza e consultas regulares ao médico agilizam o diagnóstico e o tratamento. A rinite alérgica, por exemplo, tem uma carga genética importante e as exposições e estilo de vida do paciente vão moldando sua apresentação ao longo dos anos”, orienta Luiz Alexandre.


O especialista ressalta ainda o perigo da automedicação, “pois alguns medicamentos usados de rotina pela população sem prescrição e acompanhamento médico podem gerar ou agravar certos tipos de rinite”, alerta o alergologista.

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