• Cristiane Sales

Saúde do homem: Urologista fala sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de próstata


Médicos alertam para necessidade de consultas periódicas, que levam ao diagnóstico precoce


A campanha Novembro Azul tem como foco a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata, o tipo de câncer mais incidente entre os homens, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). No Brasil, estima-se a ocorrência de 68.220 novos casos da doença em 2018. Cerca de 25% devem ir à óbito e aproximadamente 20% são diagnosticados em estágios avançados. Mas esses dados podem ser modificados se os homens adotarem o hábito de realizarem consultas rotineiras ao urologista. A partir dos 50 anos, deve-se procurar o especialista uma vez ao ano. Aqueles que têm histórico da doença na família devem iniciar o check up aos 45 anos.


“As consultas rotineiras são importantes para detectar a doença em seu estágio inicial. Ela não apresenta sintomas inicialmente, por isso a necessidade dos exames”, alerta Tibério Moreno Jr., urologista da Rede D’Or São Luiz em Pernambuco. “Muitos homens confundem sintomas como a dificuldade para urinar, que pode estar ligada à hiperplasia prostática benigna, com um sintoma do câncer de próstata. Mas não há relação”, acrescenta o médico.


A doença é mais comum em homens com idade acima de 50 anos, com histórico familiar e pacientes de pele negra. Fatores externos, como alimentação saudável, prática de exercícios físicos, consumo de álcool e tabagismo, contribuem para a prevenção.


O diagnóstico do câncer de próstata ganha, a cada ano, novos aliados. Entre os principais pontos, está o uso da ressonância nuclear multiparamétrica da próstata, um exame de imagem capaz de identificar casos suspeitos com mais precisão, identificando áreas suspeitas e guiando de forma mais assertiva a realização da biópsia. Até então, o exame que confirma se as células são cancerígenas era feito de forma aleatória. Com a nova tecnologia, são evitadas biópsias desnecessárias. A ressonância é indicada, principalmente, para os pacientes que estão com suspeita da doença.


Para os pacientes que já tiveram a neoplasia e passaram por tratamento, o acompanhamento pode ser feito também com um novo exame de imagem, o petscan com PMSA, que detecta com mais precisão a reincidência de um tumor. O exame é indicado para pacientes que, após o tratamento, têm os índices do hormônio PSA alterados, mas que os exames tradicionais de imagem não detectam a presença de tumores.


De acordo com Tibério Moreno, a cirurgia robótica é a melhor opção de tratamento. Com câmera 3D, o cirurgião tem uma melhor visão do campo operatório, as pinças aumentam a precisão dos movimentos, com melhor alcance retirando o possível tremor das mãos do médico. “Com isso, é possível preservar os nervos de ereção do que a técnica convencional de cirurgia por vídeo. Em até 80% dos casos, o paciente recupera a ereção”, afirma.


A radioterapia também evoluiu muito, com a técnica INRT, onde o raio é direcionado apenas para a próstata. A técnica usada no tratamento, seja cirúrgica ou radioterápica, depende do caso de cada paciente.


Na área de medicamentos, também há avanços. A enzalutamida é voltada para pacientes que já foram tratados e o PSA volta a subir após o término do tratamento. “Esse medicamento é indicado para pacientes que os exames de imagem não mostram tumores, mas o PSA não para de subir. Esse período precede de seis meses a um ano antes de aparecer uma lesão no exame de imagem. Esse medicamento barra o avanço da reincidência bioquímica”, explica o urologista.

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